Resumo
O Ministério do Ambiente lançou uma nova fase do programa Mobilidade Verde, com 10 milhões de euros em apoios para veículos elétricos em Portugal. Os incentivos vão até 4 mil euros para carros elétricos novos comprados a partir de 2025, com limites de preço e a obrigação de abater um carro a combustão com mais de 10 anos. A entrega dos apoios será por ordem de submissão até 27 de julho, com apenas 1.375 incentivos disponíveis para carros ligeiros de passageiros. Além disso, bicicletas elétricas, cargobikes, motas, trotinetas e quadriciclos elétricos também terão incentivos. O Estado promete ainda pagar 80% do preço do carregador e da instalação elétrica necessária.
Os apoios do Estado aos elétricos estão de volta. Mas… vais ter de mandar o teu carro velho para a sucata! Pois bem, quem costuma acompanhar a novela dos subsídios do Estado à mobilidade sabe perfeitamente que o Fundo Ambiental é um sistema… Complexo.
Afinal, no final do ano passado, as verbas evaporaram-se em poucas horas, deixando milhares de portugueses a ver navios.
Por isso o Ministério do Ambiente decidiu abrir os cordões à bolsa e lançou uma nova fase do programa Mobilidade Verde, com um bolo de 10 milhões de euros para distribuir.
Claro que à primeira vista, receber um cheque do Estado parece um negócio da China para quem comprou ou quer comprar um carro a pilhas. No entanto, a realidade é que ninguém dá nada a ninguém. Meter a mão neste apoio tem muito que se lhe diga.

Portanto, o período de candidaturas abriu no portal do Fundo Ambiental e o dinheiro vai ser entregue por estrita ordem de submissão até ao dia 27 de julho.
Assim, se foste certinho e compraste um carro 100% elétrico novo a partir de 1 de janeiro de 2025, podes habilitar-se a um incentivo de 4 mil euros (ou 5 mil se fores uma IPSS).
Mas, existe um teto máximo no valor do veículo. Para esta tipologia, o preço do veículo não pode exceder 38.500 euros, incluindo IVA e despesas associadas, ou 55.000 euros no caso de veículos com mais de cinco lugares. Por isso, se estavas de olho num modelo ligeiramente mais premium, podes esquecer o subsídio.
Mas a verdadeira rasteira que está a revoltar os automobilistas é a obrigatoriedade de entregar um carro a combustão com mais de 10 anos para abate.
E atenção aos prazos! A “sucata” tem de ter sido processada após 1 de janeiro de 2023. Ou seja, se não tens uma “unidade antiga” para destruir em nome do ambiente, o Estado fecha-te a porta na cara.
Entretanto, o aviso detalha que estão previstos apenas 1.375 incentivos para carros ligeiros de passageiros, o que significa que o bolo de 5,5 milhões de euros alocado a esta categoria vai voar num piscar de olhos.

Para quem prefere andar em duas rodas ou já tem o carro mas desespera por energia em casa, o Fundo Ambiental tem algumas migalhas. As bicicletas elétricas recebem uma ajuda de 50% do valor de compra até um teto de 750 euros, enquanto as cargobikes elétricas podem ir buscar um cheque de 1.500 euros.
Motas, trotinetas e quadriciclos elétricos também têm direito a um incentivo que bate nos 1.500 euros.
Além de tudo isto, a grande novidade para este ano é o reforço na instalação de postos de carregamento. O Estado promete pagar 80% do preço do carregador (até 800 euros) e mais 80% do custo da instalação elétrica necessária (até 1.000 euros).
Achas que a exigência de abater um carro com mais de 10 anos faz sentido para receberes o apoio ao elétrico em 2026 ou o Governo devia dar o cheque a qualquer pessoa que queira mudar para as emissões zero? Deixa a tua opinião nos comentários.
Fonte: Zero Zero






