Resumo
A República Democrática do Congo e o Senegal foram eliminados dos 16 avos-de-final do Campeonato do Mundo de 2026, após desperdiçarem vantagens contra a Inglaterra e a Bélgica, sofrendo reviravoltas nos jogos disputados nos Estados Unidos. Congoleses e senegaleses lideraram os jogos, mas não conseguiram manter as vantagens, sendo ultrapassados nos momentos decisivos. Apesar do desfecho, as campanhas das duas equipas africanas demonstraram a crescente competitividade do futebol africano, destacando a importância da concentração nos momentos cruciais em competições de alto nível como o Campeonato do Mundo.
A República Democrática do Congo e o Senegal foram eliminados, na quarta-feira (1), dos 16 avos-de-final do Campeonato do Mundo de 2026, depois de desperdiçarem vantagens frente à Inglaterra e à Bélgica, nos encontros disputados em Atlanta e Seattle, nos Estados Unidos. As duas selecções africanas chegaram a liderar os respectivos jogos, mas sofreram reviravoltas nos momentos decisivos e falharam o apuramento para os oitavos-de-final.
As eliminações representam um revés para o futebol africano, sobretudo pela forma como aconteceram. Congoleses e senegaleses demonstraram argumentos para discutir a qualificação diante de duas das selecções europeias mais competitivas da actualidade, mas acabaram penalizados pela incapacidade de conservar a vantagem construída.
No Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, a República Democrática do Congo entrou em campo sem receios e surpreendeu a Inglaterra logo aos sete minutos. Brian Cipenga inaugurou o marcador, após assistência de Chancel Mbemba, colocando a selecção congolesa numa posição privilegiada para alcançar um resultado histórico.
Durante grande parte do encontro, a equipa orientada por Sébastien Desabre conseguiu neutralizar as principais armas ofensivas da Inglaterra, mantendo o controlo do resultado. No entanto, a pressão inglesa intensificou-se na recta final e acabou por alterar o rumo da partida. Harry Kane restabeleceu a igualdade aos 75 minutos, de cabeça, e voltou a marcar aos 86, garantindo a vitória por 2-1.
Segundo os registos oficiais da FIFA, esta foi a primeira vez que a República Democrática do Congo disputou um jogo da fase a eliminar de um Campeonato do Mundo, um marco que confirma a evolução da selecção, apesar da eliminação.
Em Seattle, o Senegal esteve ainda mais perto de assegurar a qualificação. Os campeões africanos assumiram o controlo da partida desde cedo e construíram uma vantagem confortável com golos de Habib Diarra, aos 25 minutos, e de Ismaïla Sarr, aos 51, após um passe preciso de Moussa Niakhaté. Com dois golos de vantagem, a formação senegalesa parecia encaminhar-se para os oitavos-de-final.
A Bélgica, porém, reagiu quando o encontro se aproximava do fim. Romelu Lukaku reduziu a desvantagem aos 86 minutos e, três minutos depois, Youri Tielemans empatou a partida, após assistência de Leandro Trossard, levando a decisão para prolongamento.
Quando o desempate através das grandes penalidades parecia inevitável, o árbitro assinalou, após revisão do VAR, uma grande penalidade favorável à Bélgica aos 120+5 minutos. Tielemans converteu o castigo máximo e fixou o resultado final em 3-2.
Segundo a Associated Press, este foi o penálti convertido mais tarde da história dos Campeonatos do Mundo, ao minuto 125, um registo que ilustra o carácter dramático da partida.
Apesar do desfecho, as campanhas da RD Congo e do Senegal deixam sinais positivos sobre a crescente competitividade do futebol africano. As duas equipas demonstraram capacidade para enfrentar adversários de elevado nível, mas acabaram por pagar caro a perda de concentração nos momentos decisivos, confirmando que, nas fases a eliminar de um Campeonato do Mundo, pequenos detalhes continuam a fazer a diferença entre a qualificação e a eliminação.



