27.1 C
New York
Wednesday, February 4, 2026
InícioNacionalSociedadeReconstrução de estradas destruídas pelas cheias orçada em 3,5 mil milhões 

Reconstrução de estradas destruídas pelas cheias orçada em 3,5 mil milhões 

Resumo

O Governo de Moçambique está a mobilizar cerca de 3,5 mil milhões de dólares para reconstruir a rede de estradas nacionais danificadas pelas cheias, incluindo a EN1. O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, explicou que o custo total para reparar a rede aumentou devido aos estragos recentes. O ministro garantiu que a via alternativa de Chibuto já está operacional e que as equipas continuam a trabalhar para restabelecer a conectividade da N1. Matlombe assegurou que a ligação rodoviária Xai-Xai–Maputo será reposta conforme o calendário anunciado, apesar dos desafios. Quanto ao sistema de emissão de cartas de condução, está em curso um processo de modernização para melhorar os serviços do INATRO, com preços mais acessíveis e taxas definidas pelo Governo até ao final do primeiro semestre de 2026.

O Governo diz que está a mobilizar cerca de 3,5 mil milhões de dólares para a reposição da rede de estradas nacionais destruída pelas cheias, incluindo a Estrada Nacional Número Um (EN1), disse, o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, à margem das celebrações do Dia dos Heróis Moçambicanos.

“Tínhamos aprovado no ano passado um plano de intervenção de aproximadamente 1,2 mil milhões de dólares para os troços da EN1 e algumas estradas regionais, mas com os estragos recentes, o custo total necessário para repor toda a rede ascende a 3,5 mil milhões de dólares. Esse é o valor que estamos a mobilizar no mercado”, explicou o ministro.

Segundo o ministro, a via alternativa de Chibuto já se encontra operacional e que equipas do Governo continuam a trabalhar para garantir a conectividade da N1, através de intervenções pontuais destinadas a reduzir a pressão da água e facilitar a circulação rodoviária. “Estamos a falar de um processo de transição controlada que permitirá maior fluidez e integração com a província de Gaza”.

Sobre a ligação ferroviária sul–norte, Matlombe esclareceu que a malha ferroviária nacional foi concebida essencialmente para o transporte de carga e logística, sendo o transporte de passageiros uma actividade secundária.

“Vamos conectar o país para garantir a logística nacional. Este programa está no plano do governo e será implementado independentemente de mudanças ministeriais”, afirmou.

O ministro sublinhou que todas as medidas em curso visam o interesse público e o desenvolvimento do país.

“O mais importante é a execução das ideias que beneficiam Moçambique, independentemente de quem as propôs”, concluiu.

Respondendo sobre a garantia da reposição da ligação rodoviária Xai-Xai–Maputo através da N1, prevista para quarta-feira (04), interrompida desde 18 de Janeiro devido ao aumento do caudal do rio Incomáti e às inundações no troço entre 3 de Fevereiro e Incoluane, na província de Maputo, Matlombe assegurou que os trabalhos continuam no terreno e que não há alteração do calendário anunciado.

Sobre as constantes reclamações relacionadas com o processo de aquisição de cartas de condução, João Matlombe disse que o sistema de marcação de exames funcionou com deficiências entre Outubro e Dezembro do ano passado. Contudo, está em curso um processo de modernização dos serviços do INATRO.

“A emissão de cartas, integração de livretes e registos de propriedade, bem como câmaras de vigilância serão implementados até ao final do primeiro semestre de 2026”, prometeu e acrescentou que a carta de condução passará a ser emitida a um preço mais acessível, com taxas definidas pelo Governo. “Estamos a lutar pelo interesse público. A carta de condução não terá o preço actual”.

Fonte: O País

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu nome aqui
Por favor digite seu comentário!

- Advertisment -spot_img

Últimas Postagens

Nova Fábrica De Cimento Em Sofala Promete Reforçar Base Industrial E...

0
Com um investimento de 280 milhões de dólares, a nova fábrica de cimento em Chibabava criará 500 empregos e reduzirá a dependência de cimento importado em 30%....
- Advertisment -spot_img