InícioRevistaTecnologiaRedmi Note 17 chegam com baterias gigantes (e mais cedo!)

Redmi Note 17 chegam com baterias gigantes (e mais cedo!)

Depois do lançamento na China, e de terem saltado convenientemente o número 16 pelo caminho, a Xiaomi prepara-se para inundar o mercado europeu com a nova gama Redmi Note 17. Um recente fuga de informação revelou as especificações completas das quatro variantes que deverão aterrar por cá: a versão base 4G, o Note 17 5G, o Note 17 Pro e o topo de gama Note 17 Pro Max.

Dito tudo isto, a grande novidade desta geração não está nos ecrãs nem nas câmaras, mas sim na autonomia.

A marca decidiu apostar forte na tecnologia de baterias de silício-carbono, permitindo encaixar capacidades astronómicas em corpos que continuam relativamente finos. No entanto, como já é tradição na Xiaomi, esta linha volta a ser um autêntico labirinto de especificações, processadores e cortes de custos.

No topo da hierarquia surge o Redmi Note 17 Pro Max 5G. Este dispositivo promete destacar-se com uma bateria brutal de 9.210 mAh e carregamento rápido de 100W, alimentado pelo novo Snapdragon 6 Gen 5. Traz um ecrã AMOLED 1.5K de 6,83 polegadas com proteção Gorilla Glass Victus 2, câmara principal de 50 MP e certidão de resistência IP69K. O problema? Na versão base de 128 GB, a Xiaomi ainda se dá ao luxo de utilizar armazenamento UFS 2.2 ultra-ultrapassado num telemóvel que deverá custar cerca de 600€.

Entretanto, logo abaixo surge o Note 17 Pro tradicional, com o chip Snapdragon 6s Gen 4, uma bateria de 8.340 mAh (67W) e um preço a rondar os 500€. Já nos modelos de entrada, o Redmi Note 17 4G (250€) e o 5G (400€) trazem painéis FHD+ de quase 7 polegadas e baterias de 7.700 mAh, mas assentam em chips bastante mais modestos como o Snapdragon 6s 4G Gen 2 e o Snapdragon 4 Gen 4, respetivamente.

A transição para baterias de silício-carbono na gama média é uma excelente notícia. Especialmente para quem passa o dia longe da tomada e está fartinho de carregar o telemóvel duas vezes por dia. Afinal, conseguir colocar mais de 9.000 mAh num smartphone sem o transformar num tijolo de construção civil é um feito técnico assinalável.

Ainda assim, a estratégia da Xiaomi continua a irritar. Lançar quatro variantes diferentes com misturas estranhas de memória (como combinar chips de última geração com memórias UFS 2.2 do tempo da Maria Cachucha)… Serve apenas para confundir o consumidor no momento da compra.

Resta aguardar pelo lançamento oficial na Europa para perceber até que ponto estes preços se vão confirmar ou se o mercado vai ajustar rapidamente a realidade das prateleiras.

 

Fonte: Zero Zero

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