Maputo, 11 de Agosto de 2026 (AIM) — A Colômbia enfrenta uma das mais graves catástrofes naturais dos últimos anos depois de um poderoso sismo de magnitude 7,4 ter abalado o oeste do país na manhã de segunda-feira.
O terramoto provocou, até ao momento, pelo menos 132 mortos e cerca de 570 feridos, segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades e pela Associação Colombiana de Cidades Capitais.
O número de vítimas poderá, contudo, aumentar à medida que as equipas de socorro avançam para zonas onde ainda existem pessoas desaparecidas ou presas sob os escombros.
O abalo ocorreu por volta das 7h34, hora local, e teve o epicentro na região de San José del Palmar, no departamento de Chocó, no oeste da Colômbia. A violência do movimento foi sentida em várias regiões do país, provocando danos severos numa extensa área que inclui cidades como Pereira, Cali, Manizales, Armenia e Quibdó.
Nas cidades mais afectadas, equipas de emergência, bombeiros, forças de segurança e voluntários continuam empenhados numa corrida contra o tempo para localizar sobreviventes.
Em Pereira, uma das localidades mais atingidas, vários edifícios sofreram danos graves e registaram-se desabamentos. O presidente da Câmara, Mauricio Salazar, determinou medidas excepcionais, incluindo o recolher obrigatório, numa tentativa de garantir a segurança da população e evitar pilhagens durante o caos provocado pelo desastre.
Em Cali, a terceira maior cidade da Colômbia, o cenário também é crítico. Foram registados desabamentos de estruturas e vítimas ainda por localizar, enquanto hospitais e outras infra-estruturas essenciais enfrentam enormes dificuldades para responder ao número de feridos.
O impacto sobre a infra-estrutura é igualmente expressivo. Mais de 1.500 habitações terão sido afectadas e pelo menos 61 edifícios colapsaram completamente, segundo os dados mais recentes divulgados após o sismo. Diversos aeroportos da região tiveram ainda de suspender ou limitar as operações devido aos danos provocados pelo terramoto.
Perante a dimensão da tragédia, o Governo colombiano declarou emergência nacional, permitindo acelerar a mobilização de recursos, meios de socorro e assistência às populações afectadas.
O Presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu funções poucos dias antes da tragédia, prometeu uma resposta rápida do Estado perante a dimensão da catástrofe. A situação constitui um dos primeiros grandes testes ao novo Governo colombiano.
A comunidade internacional começou também a mobilizar-se. Os Estados Unidos anunciaram uma ajuda de 15,5 milhões de dólares, enquanto outros países manifestaram disponibilidade para apoiar as operações de emergência e recuperação.
As autoridades colombianas alertam que o número de vítimas ainda não é definitivo. As comunicações continuam afectadas em algumas zonas, particularmente no remoto departamento de Chocó, dificultando a avaliação dos danos.
O forte sismo foi seguido por numerosas réplicas, aumentando o receio entre as populações e obrigando as equipas de emergência a actuar com extrema cautela junto de edifícios danificados.
Enquanto as operações de busca prosseguem, familiares continuam à procura de notícias dos seus entes queridos. Em várias localidades, o silêncio interrompido pelo trabalho das máquinas de resgate dá lugar à esperança de encontrar sobreviventes.
A prioridade, dizem as autoridades, é uma só salvar vidas antes que o tempo se esgote.
(AIM)
Fonte: aimnews






