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Tuesday, January 13, 2026
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Ucrânia: ataques sobem e número de mortos ultrapassa 15 mil

A subsecretária-geral para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz, Rosemary DiCarlo, apresentou um informe sobre a Ucrânia em reunião de emergência do Conselho de Segurança após novos ataques da Rússia na quinta e sexta-feiras. 

As forças de Moscou usaram 242 drones e 36 mísseis contra várias cidades, incluindo Lviv, atingida por um míssil hipersônico. A arma Oreshnik foi lançada pela segunda vez pela Rússia desde 2024.

Ano novo não trouxe paz

DiCarlo disse que o ano novo não trouxe paz nem trégua para a Ucrânia, mas sim a retomada dos combates e da destruição. 

Para DiCarlo, esses ataques seguem um padrão bem estabelecido e profundamente preocupante com uma piora em meio do agravamento de condições climáticas e a necessidade de aquecimento da população.

Rosemary DiCarlo, Subsecretária-Geral para Assuntos Políticos e de Construção da Paz, falando numa reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Ucrânia.

ONU/Manuel Elias

Rosemary DiCarlo mencionou a morte de um “número inimaginável de jovens de ambos os países

A estimativa da ONU é que 14.999 civis foram mortos após o início da invasão em grande escala em fevereiro de 2022, incluindo 763 crianças. Cerca de 40.601 civis ficaram feridos incluindo  2.486 crianças.

O Escritório para os Direitos Humanos considera que os números reais sejam ainda maiores do que foi verificado. O valor torna 2025 como “o ano mais mortal para os civis” ucranianos desde 2022. 

“Sofrimento incalculável”

Há um mês de a invasão russa à Ucrânia completar quatro anos, “o sofrimento é incalculável”. DiCarlo mencionou a morte de um “número inimaginável de jovens de ambos os países, além de ter causado desestabilização econômica global e semeado instabilidade na região e fora dela”.

Os prejuízos de uma “guerra que nunca deveria ter começado” ainda estão sendo avaliados.

Na sessão do Conselho, o diretor da Divisão de Coordenação do Escritório de Assistência Humanitária, Ocha, Ramesh Rajasingham,  focou no impacto dos ataques contra civis, especialmente após ofensivas a instalações energéticas.

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Escritório para os Direitos Humanos considera que os números reais da vítimas sejam ainda maiores do que foi verificado

Ele citou interrupções generalizadas no fornecimento de eletricidade, aquecimento e água, quando as temperaturas rondam menos 10 graus Celsius ou mesmo abaixo tanto na capital ucraniana, como em Odessa, Dnipro, Zaporizhzhia e Kryvyi Rih. 

Instalações de saúde

Em Kyiv, mais de 20 civis ficaram feridos, entre profissionais de saúde e socorristas. A Organização Mundial da Saúde, OMS, registrou 11 ataques a instalações de saúde, com duas mortes e 14 feridos.

Rajasingham explicou que o que torna esses ataques “particularmente arrasadores” é que eles comprometem os sistemas que mantêm os civis vivos durante o inverno.

Na capital ucraniana, existem mais de 1,2 mil espaços seguros aquecidos, e os serviços de emergência estatais e parceiros humanitários estabeleceram mais 68 pontos nos bairros mais afetados.

Além de se aquecer, os civis carregam telefones e se reconectam com familiares em meio aos apagões. Para melhorar o apoio à população, ele pediu ações concretas para reduzir danos e garantir um auxílio mais próximo dos necessitados.

Fonte: ONU

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