As autoridades do departamento francês da Gironda, onde decorrem operações para combater um incêndio que já consumiu 42 mil hectares, afastaram este domingo o regresso a curto prazo das 220 mil pessoas retiradas.
"Não será possível o regresso às zonas evacuadas, mesmo que o fogo passe ao lado, enquanto o incêndio não estiver totalmente delimitado", afirmou este domingo a delegada do Governo da Gironda, Sophie Brocas, numa conferência de imprensa.
Questionada sobre quando isso poderá acontecer, depois de, na noite passada, o incêndio se ter agravado, a responsável salientou que é impossível fazer previsões e que o incêndio nem sequer está a seguir a lógica dos ventos.
Alertou ainda que, a partir de terça-feira, está prevista uma subida significativa das temperaturas, para valores entre os 38 e os 40 graus, o que "não será favorável".
Atualmente, a estratégia passa, em simultâneo com o combate às chamas, por intensificar os esforços "para privar o incêndio de combustível", explicou, indicando que estão a ser realizadas operações de corte de árvores e desbaste tático numa área não só muito florestada, mas que este verão apresenta níveis de secura sem precedentes.
O grande incêndio, cuja frente mais oriental se encontra a cerca de 15 quilómetros de Bordéus, tem a forma de um triângulo e as equipas de combate atuam em simultâneo nas suas três frentes, explicou Marc Vermeulen, diretor departamental dos serviços de incêndio e emergência da Gironda, que participou na conferência de imprensa.
Brocas apelou ainda aos turistas que planeiam viajar para a Gironda para férias que ponderem alterar os seus planos e aos que já se encontram na região que considerem deslocar-se para outros destinos, uma vez que não pode ser excluído um agravamento da situação a qualquer momento.
O incêndio da Gironda é o mais grave atualmente em combate em França, mas existem também focos ativos nos departamentos de Var, Landes, na ilha da Córsega e na região dos Altos Alpes, entre outras zonas.
Entretanto, na cidade vizinha de Bordéus, as Forças Armadas francesas destacaram hoje meios para proteger as instalações industriais estratégicas, incluindo fábricas de pólvora e de mísseis, perante o possível avanço do incêndio para a região.
O Ministério das Forças Armadas anunciou que foram destacados "especialistas e recursos" para garantir a segurança das instalações industriais (incluindo fábricas de pólvora e de mísseis) dispersas pela parte ocidental da região, agora exposta ao grande incêndio na Gironda, que está a devastar a área em torno da baía de Arcachon, enquanto decorrem preparativos para a subida das temperaturas prevista para a próxima terça-feira.
Fonte: TVI





