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LAM com tarifas que podem assegurar Moçambola clássico

Resumo

O Campeonato Nacional de Futebol em Moçambique está a ser revisto devido aos custos elevados, especialmente com transporte aéreo, que levaram a problemas na edição anterior. A Linhas Aéreas de Moçambique concordou em reduzir as tarifas para o Moçambola, passando de 42 mil meticais para 32 mil meticais, visando diminuir os gastos. Este ano, o Moçambola terá jornadas combinadas para reduzir o número de passagens aéreas necessárias, esperando-se uma redução de cerca de 40 milhões de meticais nos custos. Os detalhes finais serão apresentados numa Assembleia Geral em março, onde se espera a aprovação do orçamento, ajustes no modelo competitivo e regulamento, com a participação dos 14 clubes envolvidos. A Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol estão a preparar a delegação de poderes para a organização do Moçambola, após o término do contrato anterior em dezembro de 2025.

Uma das dúvidas ainda existentes estava relacionada com o modelo de disputa do Campeonato Nacional de Futebol, depois dos custos elevados — sobretudo os relacionados com o transporte aéreo — registados na edição passada, que não chegou ao fim por não haver capacidade financeira para a aquisição de bilhetes de avião para as últimas jornadas.

Por Alfredo Júnior

Este facto levou a que se cogitasse outro modelo de realização da prova que não o habitual sistema clássico de todos-contra-todos em duas voltas. Um dos contactos efectuados pela comissão de trabalho criada pela LMF foi junto da transportadora aérea de bandeira nacional, a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), permitindo chegar a acordo sobre uma tarifa menos onerosa para o Moçambola.

Assim, a LAM poderá passar a aplicar uma tarifa com preço médio de 32 mil meticais, menos 10 mil meticais do que o preço de referência aplicado na temporada passada, que estava fixado em 42 mil meticais. Recorde-se que os custos do Moçambola 2025 dispararam devido ao facto de a LAM ter duplicado o valor da tarifa média, que em 2024 se situava em 21 mil meticais, além de a companhia aérea ter passado a exigir pagamento prévio para a emissão de passagens aéreas para as caravanas do Moçambola.

Por outro lado, e tal como o LanceMZ avançou em edições anteriores, a edição do Moçambola deste ano decorrerá com a combinação de algumas jornadas, por forma a reduzir os custos do transporte aéreo. Com a aplicação deste método, a LMF poderá ver o número de passagens a contratar reduzir-se significativamente, podendo passar de cerca de 3500 para perto de 2500 bilhetes, representando uma redução de aproximadamente 40 milhões de meticais.

Estes dados estão a ser consolidados e deverão ser apresentados em Assembleia Geral, que deverá ter lugar nas primeiras semanas de Março, de modo a que o orçamento, os ajustes do modelo competitivo e o regulamento da competição sejam aprovados pelos 14 clubes que irão participar na prova.

Antes disso, porém, a Federação Moçambicana de Futebol e a Liga Moçambicana de Futebol deverão, nos próximos dias, assinar o contrato de delegação de poderes que permite à LMF organizar o Moçambola, visto que o anterior se extinguiu a 31 de Dezembro de 2025. (LANCEMZ)

Fonte: Lance

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