Resumo
O Governo de Moçambique anunciou um programa que visa beneficiar mais de 70 mil jovens com subvenções para impulsionar iniciativas de auto-emprego, combinando financiamento, formação e apoio institucional. Este programa, que inclui um financiamento de mais de dois milhões de dólares em parceria com o Banco Mundial, tem como objetivo capacitar os jovens para uma gestão adequada e sustentável das iniciativas empreendedoras. Destaca-se o papel do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL) e do Fundo de Apoio a Iniciativas Juvenis (FAIJ) no reforço do ecossistema juvenil. A Primeira-Ministra Benvinda Levi realçou a importância da literacia financeira e das incubadoras no apoio ao empreendedorismo juvenil, num contexto de pressão demográfica e necessidade de expansão do setor produtivo em Moçambique.
O Governo anunciou que mais de 70 mil jovens poderão beneficiar, este ano, de subvenções destinadas a impulsionar iniciativas de auto-emprego, numa estratégia que conjuga financiamento, formação e apoio institucional. A informação foi avançada pelo Ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, à margem da XVII Sessão Plenária do Comité Intersectorial de Apoio ao Desenvolvimento dos Adolescentes e Jovens (CIADAJ), segundo a Agência de Informação de Moçambique (AIM) .
Subvenções E Capacitação Como Binómio Estratégico
Segundo o governante, já decorrem preparativos para o lançamento dos concursos que permitirão o acesso aos fundos, cujo anúncio oficial deverá ocorrer nas próximas semanas através das plataformas institucionais do ministério.
“Este ano haverá mais de 70 mil jovens que terão subvenções para continuar com aquelas actividades de empreender”, afirmou Caifadine Manasse .
O pacote financeiro integra igualmente um programa desenvolvido com o Banco Mundial, orçado em mais de dois milhões de dólares, destinado a apoiar cerca de 60 mil jovens. O financiamento não se limita à entrega de recursos, incorporando formação específica para assegurar gestão adequada e sustentabilidade das iniciativas.
“Este valor engloba não só as subvenções, mas também a capacitação dos jovens, porque é preciso prepará-los para receber e gerir esses recursos”, precisou o ministro .
FDEL E FAIJ Reforçam Ecossistema Juvenil
No domínio do financiamento estruturante, o governante destacou o Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), lançado em 2025, sublinhando que pelo menos 60% dos seus recursos estão orientados para a juventude .
Paralelamente, o Fundo de Apoio a Iniciativas Juvenis (FAIJ) beneficiou 160 jovens na cidade e província de Maputo, com a entrega de cheques subvencionados na Matola, iniciativa que deverá ter continuidade ao longo de 2026 .
O objectivo central, segundo Manasse, é que os jovens transformem os recursos recebidos em actividades geradoras de rendimento, com potencial para criação de novos postos de trabalho.
Literacia Financeira E Incubadoras Como Pilar
Na abertura da sessão, a Primeira-Ministra, Benvinda Levi, sublinhou que, apesar de 2025 ter sido um ano atípico, vários desafios foram superados graças à coordenação entre o Governo e parceiros de cooperação .
Levi destacou a importância da literacia financeira, defendendo que o acesso a recursos deve ser acompanhado de conhecimento adequado para sua gestão eficaz.
“Mais do que ter recursos financeiros, é preciso saber usá-los de forma correcta para responder às nossas necessidades e também aos nossos projectos de futuro”, afirmou .
A governante reiterou ainda o papel das incubadoras como instrumentos fundamentais para promover o empreendedorismo juvenil, salientando que a ausência de emprego formal generalizado não impede o desenvolvimento de iniciativas sustentáveis, desde que exista formação técnica adequada .
Enquadramento Estratégico
A aposta no auto-emprego juvenil surge num contexto de pressão demográfica e necessidade de expansão do sector produtivo. Com grande parte da população moçambicana em idade jovem, o sucesso destes programas será determinante para mitigar riscos sociais e potenciar crescimento inclusivo.
O desafio central residirá na eficácia da implementação, na monitoria dos projectos financiados e na sua integração nas cadeias de valor regionais, alinhadas com as vocações agrícolas, aquícolas, industriais e mineiras do país, conforme defendido pelo Executivo.
Fonte: O Económico






