Resumo
O Governo moçambicano aprovou uma quota anual de 555 mil metros cúbicos para a exploração de madeira em 2026, visando a exploração sustentável dos recursos florestais e a geração de receitas, emprego e dinamização económica. Esta decisão surge no contexto de desafios como a sustentabilidade, fiscalização e combate ao corte ilegal, destacando a importância da monitorização e controlo eficazes. A gestão sustentável do sector requer não só limites quantitativos, mas também o cumprimento de planos de maneio e reposição florestal. O aumento da quota reflete possíveis expectativas de maior capacidade produtiva e procura internacional, mas a sua eficácia dependerá da robustez dos mecanismos de controlo. Este movimento acontece num momento em que Moçambique procura conciliar a exploração económica com compromissos ambientais e climáticos internacionais, reforçando a importância de equilibrar a exploração económica, conservação ambiental e eficácia institucional na gestão dos recursos florestais do país.
Por: Alfredo Júnior
O Governo moçambicano aprovou uma quota anual de 555 mil metros cúbicos para a exploração de madeira em 2026, decisão tomada durante uma sessão do Conselho de Ministros de Moçambique e que abrange todas as províncias do país. O volume autorizado representa um aumento face aos limites definidos em anos anteriores e surge no quadro da planificação anual da actividade florestal.
Segundo informações divulgadas pelo Executivo, a medida procura assegurar a exploração sustentável dos recursos florestais, conciliando a utilização económica da madeira com a necessidade de preservação do património ambiental. A definição de quotas constitui um dos instrumentos de gestão adoptados pelas autoridades para regular a intensidade da exploração e orientar a actividade dos operadores licenciados.
A nova quota insere-se num contexto em que o sector florestal continua a desempenhar papel relevante na economia nacional, particularmente ao nível da geração de receitas de exportação, criação de emprego e dinamização de economias locais em zonas rurais. No entanto, a expansão da exploração madeireira tem sido acompanhada por debates recorrentes sobre sustentabilidade, fiscalização e combate ao corte ilegal, fenómenos que historicamente condicionam a gestão eficiente do recurso.
Especialistas apontam que o aumento da quota anual pode reflectir expectativas de maior capacidade produtiva e de procura internacional por madeira tropical, mas sublinham que a eficácia da medida dependerá da robustez dos mecanismos de monitoria e controlo no terreno. A gestão sustentável do sector exige não apenas limites quantitativos, mas também cumprimento rigoroso de planos de maneio, reposição florestal e rastreabilidade da madeira extraída.
A decisão governamental ocorre igualmente num momento em que Moçambique procura reforçar a governação dos recursos naturais e alinhar a exploração económica com compromissos ambientais e climáticos assumidos a nível internacional. Neste quadro, o desafio central reside em assegurar que o aumento autorizado não se traduza em pressão adicional sobre ecossistemas florestais vulneráveis, particularmente em áreas onde a capacidade de fiscalização permanece limitada.
Assim, a aprovação da quota de 555 mil metros cúbicos para 2026 reafirma a importância estratégica do sector madeireiro, ao mesmo tempo que recoloca no centro do debate público a necessidade de equilibrar exploração económica, conservação ambiental e eficácia institucional na gestão dos recursos florestais do país.






