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Recrutamento de africanos para combate na Ucrânia

Resumo

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia denunciou que mais de 1700 cidadãos africanos estão a combater ao lado da Rússia na guerra contra Kiev, alegando que Moscovo tem recorrido a estratégias enganosas para recrutar combatentes no continente. Cidadãos africanos teriam sido aliciados com promessas de emprego, formação ou oportunidades de estudo, acabando envolvidos em operações militares. A Ucrânia sustenta que existem redes estruturadas de recrutamento russo direccionadas a países com elevados níveis de desemprego juvenil. Relatórios anteriores indicaram a presença de estrangeiros em forças russas, incluindo africanos recrutados através de intermediários privados. A denúncia de Kiev poderá intensificar a atenção sobre as dinâmicas de recrutamento internacional no conflito e reacender discussões sobre o papel de actores privados e intermediários na mobilização de combatentes estrangeiros.

Por: Alfredo Júnior

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andrii Sybiha, denunciou que mais de 1700 cidadãos africanos estarão a combater ao lado da Rússia no âmbito da guerra contra Kiev, alegando que Moscovo tem recorrido a estratégias enganosas para recrutar combatentes no continente.

Segundo declarações divulgadas na quarta-feira, 25 de Fevereiro, Sybiha afirmou que as autoridades ucranianas identificaram a presença de cidadãos provenientes de vários países africanos integrados em unidades russas. De acordo com o governante, muitos destes indivíduos teriam sido aliciados com promessas de emprego, formação ou oportunidades de estudo, acabando posteriormente envolvidos em operações militares.

A acusação surge num contexto de crescente preocupação internacional com o recurso a combatentes estrangeiros na guerra iniciada em 2022. Analistas apontam que tanto Kiev como Moscovo têm recorrido a voluntários internacionais, embora a Ucrânia sustente que, no caso russo, existem redes estruturadas de recrutamento direccionadas a países com elevados níveis de desemprego juvenil.

Relatórios de organizações de monitoria de conflitos e investigações jornalísticas anteriores já haviam indicado a presença de estrangeiros em forças russas, incluindo cidadãos africanos recrutados através de intermediários privados ou empresas de segurança. Em alguns casos, foram relatadas situações de retenção de documentos e contratos pouco claros, o que reforça as suspeitas de práticas de aliciamento.

Até ao momento, as autoridades russas não comentaram directamente as declarações do chefe da diplomacia ucraniana. Moscovo tem, entretanto, reiterado que qualquer cidadão estrangeiro que participe nas suas operações fá-lo de forma voluntária.

Especialistas em relações internacionais consideram que o eventual envolvimento de cidadãos africanos no conflito pode ter implicações diplomáticas e sociais, sobretudo para os países de origem, onde surgem debates sobre migração laboral, vulnerabilidade económica e protecção consular.

A denúncia de Kiev deverá intensificar a atenção sobre as dinâmicas de recrutamento internacional no conflito e reacender discussões sobre o papel de actores privados e intermediários na mobilização de combatentes estrangeiros.

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