InícioNacionalSociedadeMozal encerra operações em Moçambique após 25 anos

Mozal encerra operações em Moçambique após 25 anos

Resumo

A Mozal encerrou oficialmente as suas instalações em Moçambique devido à falta de energia a preços competitivos, deixando o futuro da infraestrutura incerto. Após não conseguir um acordo para reduzir o preço da eletricidade e manter a competitividade, a empresa dispensou trabalhadores e fornecedores. A seca na Hidroelétrica de Cahora Bassa dificultou a situação. O vice-presidente da Mozal Aluminium lamentou o desfecho após 25 anos de operação no país e negociações com o governo e outros intervenientes. O Governo está a aguardar informações sobre o destino das instalações, não excluindo a possibilidade de novos operadores retomarem as atividades.

Já estão oficialmente encerradas as instalações da Mozal em Moçambique, na sequência da incapacidade da empresa de ter energia suficiente e a preços competitivos. O futuro da infra-estrutura no país ainda é incerto.

Depois de ter prometido encerrar as suas instalações no fim do ano passado, a Mozal confirmou oficialmente nesta segunda-feira que deixa de operar no país e que seus activos ficam em estado de conservação e manutenção.
Sendo assim, a empresa dispensou os seus trabalhadores e fornecedores de bens e serviços por não ter conseguido um acordo para a redução do preço da energia eléctrica que permitisse a fundição manter-se competitiva a nível internacional.
“Encontrar uma solução foi ainda mais difícil devido às condições de seca que afectam a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), de onde a Mozal obtinha anteriormente a maior parte da sua electricidade”.
Em comunicado de imprensa emitido nesta segunda-feira, o vice-presidente de operações da Mozal Aluminium, Samuel Gudo, disse que este não é o resultado que era esperado pela empresa depois de operar cerca de 25 anos no país.
“Nos últimos seis anos, engajamo-nos amplamente com o Governo da República de Moçambique, a Eskon e outros intervenientes-chave para garantir um contrato de energia para a Mozal que lhe teria permitido continuar a operar e manter-se um negócio viável e competitivo a nível global”.
Na semana passada, o Governo prometeu procurar saber da empresa sobre o destino que pretende dar às suas instalações no país, sem descartar a possibilidade de entrada de novos operadores para a retoma das actividades.

Fonte: O País

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