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Agência da ONU relata transmissão de febre amarela em partes da América do Sul

Resumo

A Organização Pan-Americana da Saúde emitiu um alerta sobre a transmissão sustentada de febre amarela na América do Sul, com 34 casos e 15 mortes em quatro países até agora em 2026. A detecção da doença tem ocorrido em áreas fora dos locais tradicionais da bacia amazónica, incluindo zonas urbanas. A Opas pede aos países-membros para reforçarem a vigilância epidemiológica, intensificarem a vacinação e manterem estoques estratégicos de vacinas. No ano passado, houve 346 casos e 143 mortes em sete países latino-americanos. A febre amarela, transmitida por mosquitos, tem uma alta taxa de mortalidade, sendo a vacinação a medida mais eficaz de prevenção. A Opas destaca a importância de manter uma cobertura vacinal de pelo menos 95% e reforçar as medidas de controle de mosquitos.

A Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, divulgou um novo alerta epidemiológico advertindo sobre a transmissão sustentada de febre amarela em partes da América do Sul.

Somente, nas sete primeiras semanas deste ano, foram documentados 34 casos de transmissão humana com 15 mortes em quatro países: Bolívia, Colômbia, Peru e Venezuela. A detecção segue ocorrendo em áreas fora dos focos tradicionais da bacia amazônica.

Fenômeno esperado

Em comunicado, divulgado em Washington, sede da Opas, a agência informou que  o ciclo de transmissão silvestre da febre amarela, envolvendo mosquitos vetores e primatas não humanos como hospedeiros — ou seja, a transmissão do vírus entre mosquitos selvagens e primatas não humanos (como macacos) — se reativa periodicamente na região, o que é um fenômeno esperado. 

Mas desde o fim do ano passado, casos humanos foram detectados em áreas geográficas sem transmissão recente e fora das zonas de risco anteriormente consideradas, como o estado de São Paulo e o departamento de Tolima, na Colômbia.

Casos de febre amarela fora de áreas costumeiras são notificados desde setembro de 2024, a Opas reforça o apelo aos Estados-membros para que fortaleçam a vigilância epidemiológica, intensifiquem as campanhas de vacinação entre as populações em risco e tomem as medidas necessárias para garantir que os viajantes que se dirigem a áreas onde a vacinação é recomendada sejam devidamente informados e protegidos.

Vacinação contra a febre amarela  no Brasil
OMS/A. Costa

Vacinação contra a febre amarela no Brasil

Estoques estratégicos de vacina

O braço da Organização Mundial da Saúde nas Américas recomenda o reforço dos sistemas para prognóstico precoce manejo clínico oportuno de casos graves, bem como a manutenção de estoques estratégicos de vacinas para permitir uma resposta rápida a possíveis surtos.

No ano passado, os países latino-americanos tiveram um total de 346 casos confirmados de febre amarela e 143 mortes relatados em sete países: Bolívia (8 casos, 2 mortes), Brasil (120 casos, 48 ​​mortes), Colômbia (125 casos, 46 mortes), Equador (11 casos, 8 mortes), Guiana (1 morte), Peru (49 casos, 19 mortes) e Venezuela (32 casos, 19 mortes).

A prevalência em áreas próximas a grandes cidades aumenta o risco de transmissão  urbana da febre amarela, na qual o vírus se espalha entre pessoas por meio do mosquito Aedes aegypti, o que pode levar a surtos de rápida disseminação. No ano passado, a Opas classificou o risco geral para a saúde pública nas Américas como alto, devido ao aumento de casos, às elevadas taxas de óbito (41% em 2025) e à detecção de casos em novas áreas. A situação atual mantém um nível de risco semelhante.

Alta taxa de mortalidade

A febre amarela é uma doença viral transmitida por mosquitos que pode causar doenças graves com alta taxa de mortalidade. Não existe tratamento específico, mas a vacinação é a medida mais eficaz para prevenir a doença. Uma única dose da vacina proporciona proteção por toda a vida.

A maioria dos casos confirmados em 2025 e 2026 foi relatada em pessoas que não foram vacinadas.

A Opas lembra aos países com áreas de risco a importância de manter uma cobertura vacinal de pelo menos 95% entre as populações expostas, além de fortalecer a vigilância epidemiológica e a vigilância de epizootias em primatas não humanos — ou seja, a ocorrência da doença em animais —, que podem servir como um sinal precoce de circulação do vírus, bem como reforçar as medidas de controle de mosquitos.

Os viajantes devem ser vacinados pelo menos 10 dias antes de visitar áreas onde a doença circula regularmente, de acordo com as recomendações internacionais de saúde.

Fonte: ONU

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