A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) lançou oficialmente o , uma nova plataforma destinada a recolher, organizar e estruturar as experiências do sector privado no seu relacionamento com as instituições públicas.A iniciativa foi apresentada durante a , realizada em Maputo, reunindo operadores do sector de petróleo e gás, parceiros institucionais e representantes do Governo, num momento que reforça o papel da CTA como interlocutor estratégico do sector empresarial.O DBO surge como um mecanismo inovador de captação de informação qualitativa e quantitativa sobre o ambiente de negócios, permitindo transformar experiências individuais das empresas em evidência estruturada e agregada.Desenvolvido pelo da CTA, em parceria com a Câmara de Comércio Moçambique-Suíça, o observatório cria um canal formal para que empresas e investidores partilhem interacções com entidades públicas, incluindo ministérios, reguladores e municípios.Ao invés de propor directamente reformas ou emitir recomendações políticas, o DBO assume uma função estratégica distinta: organizar dados, identificar padrões recorrentes e produzir relatórios regulares que sustentem o diálogo entre o sector privado e o Governo.O lançamento do observatório enquadra-se numa estratégia mais ampla da CTA de reforço do conteúdo local, procurando garantir que a participação das empresas nacionais nos grandes projectos seja sustentada por um ambiente de negócios mais eficiente e previsível.Ao sistematizar constrangimentos e boas práticas, o DBO permitirá não apenas identificar bloqueios operacionais, mas também destacar experiências positivas que possam ser replicadas.Esta abordagem contribui para uma lógica de políticas públicas mais informadas, baseadas em evidência concreta e não apenas em percepções ou abordagens pontuais.Um dos principais ganhos esperados com o funcionamento do DBO reside na melhoria da transparência e previsibilidade no relacionamento entre o sector privado e o Estado.Ao consolidar informação dispersa e muitas vezes informal, a plataforma permitirá criar uma base sólida para o engajamento institucional, reduzindo assimetrias de informação e promovendo maior responsabilização dos diferentes actores.Este elemento é particularmente relevante num contexto em que Moçambique procura posicionar-se como destino atractivo para investimento, sobretudo em sectores estratégicos como energia, mineração e infra-estruturas.A CTA apelou à participação activa das empresas e stakeholders, convidando-os a submeter contributos concretos, factuais e orientados para a melhoria do ambiente de negócios.As contribuições poderão incluir tanto desafios enfrentados como exemplos de boas práticas, sendo consideradas fundamentais para a construção de um sistema mais responsivo e alinhado com as necessidades do sector privado.Mais do que um simples repositório de informação, o Observatório Doing Business posiciona-se como uma ferramenta de influência institucional baseada em evidência.Num contexto em que as reformas económicas exigem maior coordenação e consistência, a capacidade de transformar experiências empresariais em dados estruturados poderá revelar-se decisiva para acelerar melhorias no ambiente de negócios.Ao reforçar o diálogo entre o sector privado e o Governo com base em evidência concreta, a CTA procura não apenas dar voz às empresas, mas também contribuir activamente para a construção de um ecossistema económico mais eficiente, transparente e competitivo.
Fonte: O Económico






