Resumo
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) lançou a 21° Conferência Anual do Sector Privado (CASP), a decorrer nos dias 15 e 16 de julho de 2026, com o lema "Produzir, Transformar e Competir, Construindo uma Economia Forte e Resiliente". O presidente da CTA, Álvaro Massingue, destacou a importância da CASP como plataforma de diálogo estratégico para enfrentar os desafios económicos do país, promovendo a produção, a transformação e a competitividade das empresas moçambicanas. O evento visa aumentar a produção, transformar para valor acrescentado e reforçar a competitividade, com foco nos setores agrícola, agroindustrial e na Zona de Comércio Livre Continental Africana. Estão previstos mais de dois mil participantes presenciais, cinco mil virtuais, exposições, oradores nacionais e internacionais, fóruns de investimento e encontros de negócios para impulsionar parcerias e investimentos.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) lançou oficialmente, esta sexta-feira, a 21° Conferência Anual do Sector Privado (CASP), que decorrerá nos dias 15 e 16 de julho de 2026, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, sob o lema “Produzir, Transformar e Competir, Construindo uma Economia Forte e Resiliente”.
Durante a cerimónia de lançamento, o presidente da CTA, Álvaro Massingue, afirmou que a CASP constitui uma plataforma estratégica de diálogo entre o Governo, o sector privado e parceiros internacionais, voltada para a busca de soluções concretas para o desenvolvimento económico de Moçambique.
Segundo Massingue, o país enfrenta actualmente um contexto económico desafiante, marcado por choques climáticos, dificuldades no acesso a divisas e combustíveis, bem como limitações estruturais no ambiente de negócios. Ainda assim, defendeu que este cenário exige maior coordenação institucional e uma visão colectiva para transformar desafios em oportunidades.
“O verdadeiro significado da CASP 2026 é transformar desafios em oportunidades, reformas em resultados e potencial em competictividade real”, declarou.
O presidente da CTA destacou que a conferência irá centrar-se em três pilares considerados fundamentais para o futuro da economia nacional: aumentar a produção, sobretudo nos sectores agrícola e agroindustrial; transformar a produção em valor acrescentado através da industrialização; e reforçar a competictividade das empresas moçambicanas nos mercados regionais e globais, com destaque para as oportunidades da Zona de Comércio Livre Continental Africana.
A organização prevê a participação de mais de dois mil participantes presenciais e cerca de cinco mil participantes virtuais. O evento deverá reunir ainda 50 expositores, mais de 40 oradores nacionais e internacionais e diversos fóruns de investimento.
De acordo com Massingue, os projetos a serem apresentados durante a conferência estão avaliados em mais de 1,9 mil milhões de dólares e abrangem sectores estratégicos da economia nacional. A programação inclui igualmente sessões bilaterais com países parceiros, encontros de negócios e espaços de “matchmaking” empresarial destinados à criação de parcerias e atração de investimentos.
O dirigente sublinhou ainda que a presença do Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, dará um significado especial à conferência, reforçando a importância do diálogo público-privado para a promoção do investimento e melhoria do ambiente de negócios.
Em representação dos parceiros de cooperação, Michelle Gomes Souto destacou que a CASP continua a ser a principal plataforma de diálogo público-privado em Moçambique. Segundo afirmou, o actual contexto económico exige que o diálogo entre o Estado e o sector empresarial produza resultados concretos e reformas efectivas.
“A CASP não pode continu ar a ser apenas um espaço de partilha de preocupações. Deve afirmar-se como um momento de demonstração de resultados e celebração de progressos concretos alcançados através do diálogo público-privado”, referiu.
Por sua vez, a diretora executiva da CTA, Teresa Muenda, explicou que a edição deste ano pretende consolidar reformas económicas e mobilizar consensos nacionais em torno de uma agenda comum de desenvolvimento.
Segundo Muenda, a conferência terá como principais objectivos a diversificação da produção nacional, a melhoria do ambiente de negócios, a identificação de mecanismos alternativos de financiamento e a mobilização de investimentos nacionais e estrangeiros.
A responsável avançou ainda que o evento contará com sessões plenárias de alto nível, debates sectoriais dedicados à agricultura, energia, turismo, finanças e economia digital, além de fóruns de investimento e encontros empresariais B2B.
“A nossa visão é posicionar as empresas nacionais de forma mais competictiva nos mercados regional e internacional”, concluiu.




