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Logística: Governo aposta em corredores integrados para atrair investimento privado

Resumo

O Governo de Moçambique reiterou a sua estratégia de transformar o país num centro logístico regional, com foco em corredores integrados e maior abertura ao investimento privado nos setores de transportes, portos, estradas e aviação. O Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, destacou a necessidade de aproveitar melhor o potencial geoestratégico do país e promover uma maior participação interna nas oportunidades económicas. A reforma em curso visa integrar infraestruturas de suporte à cadeia logística nacional, com destaque para a consolidação dos corredores de Maputo, Beira e Nacala como plataformas económicas integradas. O Governo defendeu a liberalização do sector ferroviário, a redução do modelo monopolista e a promoção da concorrência para aumentar eficiência e reduzir custos. Estão em curso reformas legislativas e institucionais nos setores rodoviário, portuário e da aviação civil, com o objetivo de melhorar serviços e reduzir custos logísticos.

Maputo, 13 Jun (AIM) – O Governo reafirmou sexta-feira a estratégia de transformar Moçambique num centro logístico regional assente em corredores integrados, reformas estruturais e maior abertura ao investimento privado nos sectores de transportes, portos, estradas e aviação.

A posição foi defendida pelo Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, durante um encontro com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), no qual foi apresentada a nova abordagem de reorganização do sector e de integração das infra-estruturas de suporte à cadeia logística nacional.

O governante sublinhou que o país tem subaproveitado o seu potencial geoestratégico e defendeu maior apropriação interna das oportunidades económicas.

“Devíamos tentar ver se os moçambicanos são os primeiros a conhecerem a agenda do Governo, as prioridades, o que o Governo está a pensar em todos os segmentos”, afirmou.

Segundo explicou, a localização do país constitui uma vantagem estrutural ainda não totalmente capitalizada, apesar da dependência de vários países da região das infra-estruturas nacionais.

“Temos uma costa com mais de 2.700 quilómetros, temos portos, temos países do interior que dependem de Moçambique”, disse, acrescentando que este posicionamento devia ter impacto mais profundo na estrutura económica nacional.

O ministro reconheceu que o sector logístico continua com contribuição reduzida no Produto Interno Bruto, defendendo a necessidade de uma mudança de paradigma.

“Infelizmente, passados 50 anos, nós ainda continuamos um país pobre, com infra-estruturas ineficientes”, afirmou, apontando a aposta na logística como eixo de transformação económica.

A reforma em curso inclui a integração de áreas antes dispersas como portos, caminhos-de-ferro, estradas e aviação sob uma lógica única de coordenação e decisão.

“A ideia é mesmo reduzir e evitar a descontinuidade de processos e facilitar a coordenação sectorial”, explicou, referindo que o objectivo é acelerar decisões e melhorar a execução de projectos estruturantes.

O modelo assenta na consolidação dos corredores de Maputo, Beira e Nacala como plataformas económicas integradas, deixando de ser apenas infra-estruturas portuárias.

“No corredor de Maputo estamos a falar de cerca de 2,5 mil milhões de dólares de investimento”, indicou, destacando a expansão portuária e a crescente pressão sobre a capacidade instalada.

O Executivo defendeu igualmente a liberalização do sector ferroviário, com a entrada de novos operadores e a redução do modelo monopolista.

“Não se faz logística como monopólio”, afirmou o ministro, defendendo maior concorrência para aumentar eficiência e reduzir custos.

No sector rodoviário, portuário e da aviação civil estão em curso reformas legislativas e institucionais, incluindo a revisão de leis estruturantes e a criação de novas entidades reguladoras.

“O critério do sucesso não são apenas documentos aprovados, são obras concluídas, serviços melhorados e custos logísticos reduzidos”, sublinhou.

O encontro com a CTA serviu ainda para reforçar o apelo à participação do sector privado em concursos públicos e parcerias estruturantes, no quadro da nova abordagem de governação económica do sector.

A sessão terminou com o compromisso de aprofundamento do diálogo com o empresariado, no contexto das reformas em curso orientadas para competitividade, integração regional e atracção de investimento privado.

(AIM)
NL/

 

Fonte: aimnews


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