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CTA E MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES E LOGÍSTICA UNEM ESFORÇOS PARA AUMENTAR A COMPETITIVIDADE LOGÍSTICA

Resumo

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) realizou o 4.º Business Breakfast com o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, focado em soluções para aumentar a competitividade logística nacional. O Presidente da CTA, Álvaro Massingue, reconheceu avanços, mas apontou constrangimentos estruturais que limitam a eficiência logística. O Ministro apresentou a visão do Governo para transformar o setor logístico num motor de crescimento económico e regional, destacando o Porto Seco de Dondo como estratégia para aliviar pressão no Porto da Beira. Empresários apontam desafios logísticos como entraves à competitividade, num contexto de intensa competição regional. Moçambique precisa acelerar reformas estruturais para não perder espaço, aproveitando a localização geográfica privilegiada para identificar novas oportunidades de negócio. A participação do Ministro demonstra abertura para ouvir as preocupações dos empresários, sendo uma atitude valorizada e fortalecida.

Por: Lurdes Almeida

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) realizou, recentemente, a 4.ª edição do Business Breakfast, que contou com a participação do Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe. O encontro teve como objectivo identificar soluções capazes de aumentar a competitividade do sistema logístico nacional.

‎Na sessão de abertura, o Presidente da CTA, Álvaro Massingue, reconheceu os avanços alcançados nos últimos anos, nomeadamente o desenvolvimento dos corredores logísticos de Maputo, Beira e Nacala, a expansão das infraestruturas portuárias, a modernização da rede ferroviária e os investimentos realizados no sector aeroportuário.

“O sector privado considera fundamental acelerar a aprovação e actualização de instrumentos legais estruturantes, nomeadamente a Lei do Comércio Mercante, o Regime da Cabotagem, o quadro Logística regulatório Integrada, do Agenciamento de Cargas e das actividades ferro-portuárias”, disse.

Porém, alertou que persistem constrangimentos estruturais que continuam a limitar a eficiência das cadeias logísticas, reduzindo a competitividade das empresas e do próprio país.

‎Por seu turno, o Ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, apresentou a visão do Governo para transformar o sector logístico num dos principais motores do crescimento económico, da industrialização e da integração regional.

“O Porto Seco de Dondo é, na verdade, uma estratégia que o Governo adoptou para reduzir a pressão sobre o Porto da Beira, que enfrenta constrangimentos relacionados com o aumento do fluxo de mercadorias, o que faz com que os tempos de espera durem vários meses em determinados terminais, sobretudo no terminal de combustíveis, e situações ainda mais complexas no manuseamento de carga geral”.

Acrescentou, ainda que a recente integração dos sectores rodoviário, ferroviário, marítimo, portuário e aeroportuário num único ministério permitirá maior coordenação, eficiência e rapidez na implementação das reformas em curso.

Num contexto em que o país procura consolidar a sua posição como corredor regional de comércio e investimentos, os desafios logísticos continuam a ser apontados pelos empresários como um dos principais entraves à competitividade. Custos elevados de transporte, limitações infraestruturais, burocracia em determinados processos e a necessidade de maior integração entre os diferentes modos de transporte são questões que exigem soluções concertadas e sustentáveis.

A competitividade regional tornou-se cada vez mais intensa. Países vizinhos investem fortemente na modernização dos seus sistemas logísticos, na digitalização de processos e na redução dos custos associados ao comércio. Neste cenário, Moçambique corre o risco de perder espaço se não acelerar reformas estruturais capazes de responder às exigências dos investidores e operadores económicos.

Por outro lado, o país possui uma localização geográfica privilegiada,  capaz de servir para além do mercado interno, diversos países da região austral de África, face a esta vantagem é válido identificar novas oportunidades de negócio.

Contudo, as preocupações apresentadas pelo sector privado precisam transformar-se em agendas de trabalho, reformas e medidas práticas que produzam impacto no ambiente de negócios.

A CTA tem desempenhado um papel importante ao promover espaços de concertação económica, e a participação activa do Ministro dos Transportes e Logística demonstra abertura institucional para ouvir as preocupações dos empresários. Esta é uma atitude que merece ser valorizada e fortalecida.

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