InícioRevistaDesportoMESSI, MBAPPÉ E HAALAND QUEBRAM RECORDES HISTÓRICOS NA ABERTURA DO MUNDIAL 2026

MESSI, MBAPPÉ E HAALAND QUEBRAM RECORDES HISTÓRICOS NA ABERTURA DO MUNDIAL 2026

Por: Virgílio Timana

A jornada inaugural dos Grupos I e J do Campeonato do Mundo de 2026, disputada entre 16 e 17 de junho, ficou marcada por acontecimentos de inequívoco significado histórico. Em poucas horas, Lionel Messi, Kylian Mbappé e Erling Haaland assinaram exibições decisivas para as respectivas selecções e alcançaram marcas que reforçam o seu lugar entre os protagonistas maiores do futebol contemporâneo.

Enquanto Messi igualou o recorde de golos de Miroslav Klose em fases finais do Mundial, Mbappé tornou-se o melhor marcador da história da selecção francesa e Haaland estreou-se a marcar na competição, acrescentando mais um capítulo a uma trajectória já sem precedentes no futebol norueguês.

A ronda inaugural confirmou que o Mundial continua a ser o palco onde os grandes jogadores medem a verdadeira dimensão do seu legado.

No Grupo J, a Argentina venceu a Argélia por 3-0, impulsionada por uma exibição memorável de Lionel Messi. O capitão argentino viu um golo ser anulado nos minutos iniciais, mas acabaria por deixar uma marca indelével no encontro. Aos 17 minutos, após assistência de Rodrigo De Paul, inaugurou o marcador com um remate de pé esquerdo de fora da área.

A superioridade argentina voltou a materializar-se aos 60 minutos, quando Messi surgiu na recarga a uma defesa de Luca Zidane após remate de Alexis Mac Allister. O terceiro golo, apontado aos 76 minutos, resumiu a inteligência e a qualidade técnica que continuam a distinguir o jogador argentino. Depois de uma combinação com Nico González, rematou de fora da área para completar um hat-trick que ficará entre os momentos mais marcantes desta fase inicial da competição.

A exibição permitiu-lhe alcançar os 16 golos em fases finais de Campeonatos do Mundo, igualando o recorde histórico do alemão Miroslav Klose. Mais significativo ainda, Messi tornou-se o jogador mais velho de sempre a marcar um hat-trick num Mundial, demonstrando que a influência dos verdadeiramente grandes ultrapassa frequentemente os limites impostos pela idade.

Se Messi simboliza a permanência da excelência ao longo de duas décadas, Erling Haaland representa a afirmação de uma nova força do futebol europeu. A Noruega derrotou o Iraque por 4-1 no Grupo I, com o avançado a assumir um papel determinante logo na sua estreia em Campeonatos do Mundo.

Haaland abriu o marcador aos 29 minutos, após assistência de David Wolfe, assinando o primeiro golo da sua carreira em Mundiais. Depois da igualdade iraquiana por intermédio de Aymen Hussein, o norueguês voltou a marcar aos 43 minutos, recolocando a sua selecção em vantagem antes do intervalo. Na segunda parte, Leo Østigård ampliou a diferença após assistência de Martin Ødegaard, enquanto um autogolo de Hussein confirmou o triunfo escandinavo.

Aos 25 anos, Haaland já ocupa um lugar singular na história do futebol norueguês. Com 57 golos em apenas 51 internacionalizações, é o melhor marcador de sempre da selecção nórdica. O início promissor neste Mundial surge, por isso, como mais um capítulo de uma trajectória que procura agora alcançar projecção definitiva no maior palco do futebol internacional.

Também no Grupo I, a França confirmou as credenciais de candidata ao título ao superar o Senegal por 3-1. Num encontro equilibrado durante largos períodos, a qualidade individual francesa acabou por fazer a diferença.

Kylian Mbappé inaugurou o marcador aos 66 minutos, após assistência de Michael Olise. Bradley Barcola ampliou a vantagem aos 82 minutos, na sequência de um passe de Adrien Rabiot. Já nos descontos, Ismaïla Mbaye reduziu para o Senegal, mas Mbappé respondeu imediatamente, selando o resultado final e assinando uma exibição decisiva.

O avançado francês alcançou assim os 58 golos pela selecção nacional, ultrapassando Olivier Giroud e tornando-se o melhor marcador da história dos Bleus. Aos 27 anos, Mbappé soma já 14 golos em apenas 15 partidas disputadas em Campeonatos do Mundo, números que reforçam a percepção de que está destinado a ocupar um lugar de destaque entre as figuras mais influentes da história da competição.

A jornada ficou igualmente marcada por um momento histórico para o futebol jordaniano. Apesar da derrota por 3-1 frente à Áustria, Ali Olwan apontou o primeiro golo da história da Jordânia em fases finais de Campeonatos do Mundo. Romano Schmid abriu o marcador para os austríacos aos 21 minutos, antes de um autogolo de Yazan Al-Arab devolver a vantagem à equipa europeia. Já nos descontos, Marko Arnautović converteu uma grande penalidade que confirmou o resultado final.

Numa competição que reúne algumas das maiores tradições futebolísticas do planeta e um número crescente de nações emergentes, a primeira jornada confirmou simultaneamente a força dos candidatos habituais e a importância dos momentos individuais na construção da história do jogo.

Se este arranque servir de indicador para o que está por vir, o Mundial de 2026 começou sob o signo da excelência. Messi continua a desafiar o tempo e a enriquecer uma carreira já irrepetível; Mbappé reforça a condição de rosto da nova ordem futebolística; e Haaland inicia a sua caminhada mundialista com a ambição de transformar o talento em legado. Três protagonistas distintos, três gerações de referência e uma certeza comum: enquanto estiverem em campo, o futebol continuará a produzir acontecimentos capazes de ultrapassar a dimensão do próprio resultado.

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