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OMS redobra esforços para conter ebola

Resumo

O surto de ebola causado pelo vírus bundibugyo continua a alastrar-se na República Democrática do Congo e em Uganda, com mais de 780 casos e 180 mortes na RD Congo e 19 casos, incluindo dois óbitos, em Uganda. Apesar da ampliação da resposta no terreno, com 400 leitos e quatro laboratórios em operação, a Organização Mundial da Saúde considera os esforços insuficientes. A resposta inclui 11 pilares, como vigilância comunitária, centros de tratamento e apoio psicossocial. A OMS divulgou diretrizes para o manejo clínico de doenças por filovírus. Lamenta-se o falecimento de um trabalhador subcontratado pela Monusco devido ao ebola, que não esteve nas instalações da Missão nos últimos 21 dias antes do diagnóstico.

Um mês após a declaração do surto de ebola causado pelo vírus bundibugyo, na República Democrática do Congo, RD Congo, e em Uganda, a doença continua se espalhando. A RD Congo registra agora mais de 780 casos confirmados e 180 mortes, enquanto Uganda contabiliza 19 notificações incluindo dois óbitos.

Em campo, a resposta foi ampliada, com cerca de 400 leitos disponíveis e quatro laboratórios em operação. Dois deles têm capacidade para processar quase 1 mil amostras por dia. 

Equipes rápidas de investigação

Apesar dessa expansão, a Organização Mundial da Saúde, OMS, avalia que os esforços ainda estão muito abaixo do necessário para controlar o surto.

A líder de resposta a emergências da OMS para a África contou à ONU News que "em uma escala de zero a 10, considerando o nível que essa resposta deveria atingir, os esforços ainda estão em cerca de três ou quatro".

Rose Belizaire explicou que "o surto está evoluindo rapidamente”, e todos os parceiros precisam intensificar suas ações para acompanhar a evolução dessa epidemia.

Atualmente, quando uma pessoa é notificada como caso suspeito em uma comunidade, uma equipe de investigação é imediatamente enviada ao local. 

Se o alerta for confirmado, o paciente é encaminhado a um centro de trânsito, onde aguarda os resultados laboratoriais antes de ser transferido, se necessário, para um centro de tratamento.

11 pilares da resposta

No entanto, a resposta ao ebola vai muito além da assistência médica e está “organizada em torno de 11 pilares”, disse Belizaire.

Alguns deles são: vigilância comunitária, equipes de investigação, centros de trânsito, laboratórios, centros de tratamento, prevenção e controle de infecções e gestão de dados.

A especialista explicou que a resposta também inclui apoio psicossocial e nutricional para pacientes confirmados, suas famílias e os contatos que estão sendo monitorados. 

Os profissionais de saúde também precisam realizar a desinfecção e a destruição de itens contaminados pelo vírus. 

Equipes humanitárias carregam suprimentos em um helicóptero do Serviço Aéreo Humanitário das Nações Unidas em um local de atuação na República Democrática do Congo.
© OMS/Joël Lumbala
Resposta da OMS ao surto de ebola na República Democrática do Congo.

Preparação das equipes locais

Durante uma visita recente a Beni, uma das áreas mais atingidas pelo surto, Belizaire disse ter ficado impressionada com o nível de preparação das equipes locais. Ela afirmou que a expertise existe, basta os recursos estarem disponíveis de forma suficiente. 

Na quarta-feira, a OMS divulgou seu primeiro conjunto de diretrizes abrangentes para o manejo clínico de doenças causadas por filovírus, o que inclui todas as formas de doença causadas pelos vírus ebola e marburg.

Desde 1967, quando o vírus de Marburg foi descoberto, ocorreram 72 surtos dessas doenças. Essas diretrizes traduzem as lições aprendidas e recomendações clínicas baseadas em evidências, visando melhorar a sobrevida e os desfechos dos pacientes.

Falecimento de trabalhador subcontratado pela Monusco

Nesta quinta-feira, a Missão de Paz da ONU na RD Congo, Monusco, recebeu com pesar a notícia do falecimento, em decorrência do ebola, de um trabalhador subcontratado e recrutado localmente em Bunia por uma empresa que prestava serviços à Missão. 

Segundo informações confirmadas, ele não trabalhava para a Monusco desde 22 de maio de 2026 e, portanto, não esteve nas instalações da Missão por mais de 21 dias antes da confirmação do diagnóstico.

A Missão expressou sinceras condolências à família, aos entes queridos e colegas do falecido.

Fonte: ONU

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