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Linha moçambicana de apoio a criança recebe em média 500 denúncias por mês

Resumo

A Linha Fala Criança em Moçambique recebe em média 500 denúncias de abuso e negligência, destacando a vulnerabilidade das crianças no país. As províncias de Nampula, Cabo Delgado e Zambézia registam o maior número de ocorrências. O presidente da Linha Fala Criança, Hermenegildo Rafael, sublinhou a importância do apoio psicológico e jurídico fornecido pelo Projeto Seed no combate às uniões prematuras, um problema grave em Moçambique, onde 48% das raparigas se casam antes dos 18 anos. A ONG Oxfam classifica Moçambique como o segundo país com mais casos de uniões prematuras na África Austral, atribuindo esta realidade à pobreza, desastres naturais e insurgência armada no norte do país.

A Linha Fala Criança, de apoio a menores em Moçambique, recebe em média cerca de 500 denúncias de abuso e negligência, anunciou fonte oficial, referindo que o número reflete a vulnerabilidade das crianças no país.

“Em média recebemos mais de 500 casos, das quais crianças vítimas de abuso sexual e por parte de falta de assistência dos pais”, disse Hermenegildo Rafael, presidente do conselho de direção da Linha Fala Criança, citado hoje pela televisão pública.

Segundo o responsável, as províncias de Nampula e Cabo Delgado, no norte de Moçambique, e Zambézia, no centro do país, registam o maior número de ocorrências.

Para Hermenegildo Rafael, o número de denúncias que a linha recebe mensalmente revela a elevada vulnerabilidade das crianças em Moçambique.

“O apoio psicológico e apoio jurídico vai ser feito pelo Projeto Seed e é para nós uma maior valia. Não [vamos esperar] apenas pelo Ministério da Justiça e do Ministério do Interior”, disse o responsável, após assinar um acordo com o Projeto Seed, de combate às uniões prematuras em Moçambique.

Moçambique é o segundo país com mais casos de uniões prematuras na África austral, com 48% das raparigas a casarem antes dos 18 anos e 14% antes dos 15, segundo um último relatório da ONG Oxfam.

O relatório aponta ainda ser o décimo país no mundo e o sétimo em África com as taxas mais elevadas destas uniões, apontando como causas fatores como a pobreza, os desastres naturais e a insurgência armada no norte do país.

 

Fonte: Observador

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