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O mercado automóvel em Portugal está a passar por uma transformação profunda e rápida na sua estrutura de vendas. Os dados mais recentes mostram que os condutores nacionais estão a afastar-se de forma clara dos combustíveis fósseis tradicionais, como o gasóleo. As preferências caem agora nos carros elétricos.
Esta mudança reflete não só uma maior consciência ambiental, mas também a resposta direta ao aumento dos custos dos combustíveis convencionais. De acordo com os indicadores do primeiro semestre de 2026 avançados pela Associação Automóvel de Portugal (ACAP), o setor automóvel registou uma aceleração assinalável, com a comercialização de 157 943 novos veículos.
Este volume representa um crescimento homólogo de 10,4%. O dinamismo foi ainda mais evidente no mês de junho. Viu o número de matrículas subir 15% em termos homólogos, fixando-se nas 30 317 unidades entregues. Dentro deste universo, o segmento de ligeiros de passageiros mantém-se como o principal motor do setor. Teve um incremento de 10,5% no acumulado dos primeiros seis meses.
Contudo, o dado que mais se destaca reside na motorização escolhida pelos consumidores. As chamadas energias alternativas, que englobam modelos 100% elétricos e híbridos, já representam a fatia maioritária de 74,2% do total de novas matrículas feitas em Portugal. O desempenho dos veículos puramente elétricos (BEV) consolida a tendência de eletrificação do parque automóvel nacional.
No primeiro semestre, esta tecnologia garantiu uma quota de mercado de 25,3%. A tendência de subida acentuou-se em junho, mês em que os modelos totalmente elétricos alcançaram os 28,7% das vendas globais. Isto significa que quase um em cada três automóveis novos vendidos já não depende de derivados do petróleo.
Em sentido inverso, as motorizações a gasóleo, que durante décadas dominaram as preferências do mercado português, enfrentam agora uma perda expressiva de relevância. Nos primeiros seis meses do ano, o diesel garantiu somente 3,7% das novas matrículas, assumindo uma expressão residual.
A gasolina também registou uma trajetória de quebra, passando a representar 22,1% do mercado de novos, uma descida face aos 29% registados no período homólogo do ano anterior. Paralelamente ao mercado de veículos novos, o setor dos automóveis usados mantém-se dinâmico, registando uma evolução positiva nas transações, o que demonstra a resiliência global do setor da mobilidade em Portugal.
Fonte: Pplware






