Por: Virgílio Timana
O artista plástico moçambicano Ilídio Candja Candja inaugura, no próximo dia 8 de Julho, às 18h00, a exposição "Magnificência, Luz e Fusão", na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo. Com entrada livre e curadoria de Titos Pelembe e Yolanda Couto, a mostra reúne um novo conjunto de pinturas que propõem uma reflexão sobre a identidade africana, a memória da diáspora e o diálogo entre tradição e contemporaneidade.
A exposição apresenta um universo visual marcado por uma forte carga simbólica, onde as referências culturais africanas ganham novas leituras através de uma linguagem pictórica contemporânea. As obras convidam o público a revisitar temas como pertença, memória e ancestralidade, reafirmando a arte como espaço de construção de identidade e de diálogo entre diferentes tempos e geografias.
Com um percurso consolidado em Moçambique e no estrangeiro, Ilídio Candja Candja afirmou-se como um dos artistas moçambicanos com maior projecção internacional. Ao longo de mais de duas décadas, a sua produção artística tem explorado questões ligadas à memória colectiva, às heranças culturais africanas e às transformações sociais, consolidando uma linguagem própria no panorama das artes visuais.
A revista portuguesa Artecapital destaca a dimensão internacional da carreira do artista, referindo exposições na Galerie Lumières d'Afrique, em Bruxelas, onde apresentou a mostra Archive, bem como na Unix Gallery, em Nova Iorque (2013), na Galerie Greet Room, em Hamburgo (2012), e na Galerie Rammlmair, em Hanover (2012). Em 2015, apresentou um novo conjunto de pinturas no Oliewenhuis Art Museum, na África do Sul, reforçando a sua presença no circuito artístico internacional.
Um texto curatorial publicado pelo Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) descreve a obra de Ilídio Candja Candja como um exercício contínuo de reflexão sobre as identidades africanas e as experiências da diáspora. A publicação sublinha que o artista reinterpreta memórias, vivências e referências culturais do continente africano e das suas diásporas, traduzindo-as numa linguagem visual contemporânea que promove o diálogo entre arte, cidadania e pertença.
A nova exposição surge num momento em que a criação artística africana continua a conquistar crescente reconhecimento internacional, contribuindo para uma valorização cada vez maior das narrativas produzidas a partir do continente. Neste contexto, a obra de Ilídio Candja Candja afirma-se como uma das vozes mais consistentes da arte contemporânea moçambicana, cruzando referências históricas e culturais com uma abordagem profundamente actual.
A inauguração decorrerá no dia 8 de Julho, às 18h00, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo. A entrada será livre.




