Por: Alfredo Júnior
A Fundação Joaquim Chissano (FJC) anunciou um novo plano estratégico com horizonte até 2035, centrado no reforço da promoção da paz, do desenvolvimento económico e da valorização da identidade cultural moçambicana. A estratégia dará prioridade aos jovens, às mulheres e às comunidades locais, procurando consolidar o papel da fundação na promoção do desenvolvimento sustentável e da coesão social em Moçambique.
Segundo a instituição, o plano pretende aprofundar intervenções em áreas consideradas essenciais para o desenvolvimento do país, incluindo a prevenção e resolução de conflitos, a promoção do empreendedorismo, o fortalecimento das capacidades das comunidades e a valorização da cultura como instrumento de inclusão social e de afirmação da identidade nacional. A fundação considera que paz, desenvolvimento económico e cultura constituem pilares indissociáveis para a construção de uma sociedade mais resiliente e próspera.
Criada em 2004 e reconhecida pelo Estado moçambicano como instituição de utilidade pública, a Fundação Joaquim Chissano tem como missão contribuir para a melhoria das condições de vida das populações, sobretudo nas zonas rurais, através de projectos de desenvolvimento integrado, da promoção da cultura de paz e da valorização da identidade cultural moçambicana e africana. Estes objectivos passam agora a enquadrar-se numa visão de longo prazo orientada para 2035.
No domínio económico, a estratégia prevê incentivar iniciativas que promovam a inclusão produtiva, o fortalecimento do empreendedorismo comunitário e a capacitação de jovens e mulheres. A fundação entende que o desenvolvimento económico sustentável depende da criação de oportunidades de geração de rendimento, da valorização do capital humano e da participação activa das comunidades nos processos de desenvolvimento local.
A promoção da paz continuará a constituir uma das principais áreas de intervenção da instituição. O plano prevê o reforço de programas de diálogo comunitário, mediação de conflitos, reconciliação e educação para a paz, numa altura em que diferentes organizações nacionais e internacionais defendem que a estabilidade social permanece uma condição indispensável para o desenvolvimento económico e a atracção de investimento em Moçambique.
A valorização da identidade cultural surge igualmente como uma prioridade estratégica. A fundação pretende apoiar iniciativas de preservação do património cultural, promoção das artes e divulgação dos valores culturais moçambicanos, reconhecendo a cultura não apenas como elemento de identidade nacional, mas também como um activo económico com potencial para gerar emprego, estimular o turismo e fortalecer as indústrias culturais e criativas. Esta abordagem está alinhada com as prioridades definidas pelo Governo para o sector da cultura e economia criativa.
Especialistas em desenvolvimento consideram que a aposta em estratégias de longo prazo poderá contribuir para melhorar a articulação entre paz, inclusão social e crescimento económico. No entanto, sublinham que o impacto da iniciativa dependerá da capacidade de mobilizar recursos financeiros, estabelecer parcerias com instituições públicas e privadas e assegurar mecanismos eficazes de acompanhamento e avaliação dos resultados.
Ao definir metas até 2035, a Fundação Joaquim Chissano procura posicionar-se como uma plataforma de apoio ao desenvolvimento sustentável, promovendo uma abordagem integrada que combina estabilidade social, fortalecimento económico e valorização da cultura como factores essenciais para o progresso de Moçambique.





