InícioRevistaSociedadeGoverno reconhece que a Juventude precisa de mais oportunidades

Governo reconhece que a Juventude precisa de mais oportunidades

Maputo, 30 Jul (AIM) – O Governo reconhece que a juventude moçambicana continua a enfrentar desafios significativos, com destaque para o desemprego, o acesso ao financiamento, a inclusão na economia digital e o apoio ao empreendedorismo.

A posição foi manifestada esta quinta-feira pela Secretária de Estado da Juventude, Emília Chambal Araújo, durante a Cúpula Nacional sobre Juventude, Paz e Segurança, dedicada à construção da Agenda da Paz e do Plano Nacional de Acção para Juventude, Paz e Segurança (NAP-YPS), que decorre na cidade de Maputo.

Na ocasião, Emília Araújo afirmou que o actual momento do país exige uma reflexão profunda sobre a construção de uma paz duradoura e o reforço da unidade nacional, assegurando que nenhum cidadão seja deixado para trás.

“O desenvolvimento não se constrói apenas através de infra-estruturas e do crescimento económico. Constrói-se com confiança, coesão social, justiça, respeito, participação democrática e criação de oportunidades para todos”, afirmou.

Segundo a governante, a juventude deve assumir um papel central neste processo, por constituir a principal força criativa e transformadora da sociedade.

Acrescentou que a paz não depende apenas de mecanismos de segurança, mas também do acesso dos jovens à educação de qualidade, ao emprego digno, à cultura e a outras oportunidades de desenvolvimento.

Emília Araújo alertou ainda que persistem, em algumas regiões do País, factores de vulnerabilidade associados ao extremismo violento, à criminalidade, à desinformação, ao consumo de drogas e à exclusão sócio-económica.

Na sua opinião, estes desafios exigem respostas preventivas, coordenadas e sustentáveis, envolvendo não apenas o Estado, mas também as famílias, escolas, universidades, organizações juvenis e toda a sociedade.

Por sua vez, o director-executivo da ORPHAD, Argentino Francisco Batiua, defendeu uma visão mais abrangente do conceito de paz.

“Hoje, a paz vai muito além do silêncio das armas. É necessário integrar questões como a justiça social, a justiça ambiental e o desenvolvimento para que a paz seja efectiva e duradoura”, afirmou.

Segundo explicou, a organização promoveu um processo de auscultação em 141 distritos, cujas contribuições deram origem a um relatório que será submetido ao Conselho Nacional da Juventude (CNJ).

O representante do CNJ considerou que os jovens não devem ser vistos apenas como beneficiários das políticas públicas, mas como protagonistas da construção da paz e do desenvolvimento.

“Os jovens representam o maior activo estratégico para consolidar a paz, fortalecer a democracia e acelerar o desenvolvimento de Moçambique”, afirmou.

Acrescentou que o CNJ continuará a defender uma maior participação da juventude nos processos de decisão, bem como mecanismos de financiamento mais flexíveis para iniciativas lideradas por jovens, sobretudo nas zonas rurais e afectadas pelo terrorismo.

Entre as prioridades apontadas figuram o apoio ao empreendedorismo, a formação técnico-profissional e o fortalecimento da participação dos jovens nos processos de governação.

O encontro reúne representantes do Governo, organizações da sociedade civil e parceiros de desenvolvimento para recolher contribuições destinadas à elaboração do Plano Nacional de Acção para Juventude, Paz e Segurança.

(AIM)

MR/pc

 

Fonte: aimnews

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