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A Ford está a competir pelo que pode vir a ser o seu maior contrato militar em décadas, ao juntar-se à disputa para desenvolver o próximo camião tático do Exército dos Estados Unidos da América (EUA).
A Ford garantiu um contrato com o Departamento de Guerra dos EUA para desenvolver três protótipos baseados nas suas populares pickups F-Series Super Duty, conforme avançado pelo .
Batizado de ISV-Heavy (Infantry Squad Vehicle-Heavy), o programa em causa é uma versão reforçada do já existente Infantry Squad Vehicle e visa dotar as unidades do Exército de uma plataforma com maior capacidade de geração de energia elétrica.
Os contratos, atribuídos formalmente a 30 de junho de 2026 através de acordos do tipo Other Transaction Agreement (OTA), obrigam cada fabricante a entregar três protótipos até 30 de março de 2027.
Segue-se depois uma fase de avaliação operacional e testes de desenvolvimento conduzida pelo Army Test and Evaluation Command, antes de o Exército atribuir o contrato de produção final, previsto para setembro de 2027.
A iniciativa surge num momento em que o Pentágono recorre à indústria automóvel para renovar e reforçar equipamento militar, pressionado pelos conflitos globais em curso.
Estamos entusiasmados por começar a trabalhar neste contrato com o Exército e ansiosos por entregar vários tipos de veículos incrivelmente capazes, que demonstrem o valor que a Ford pode oferecer ao Exército e aos soldados.
Disse um um porta-voz da Ford, em declarações à .
Segundo a Ford, as suas carrinhas Super Duty foram concebidas para condições extremas e uso intensivo, o que as torna uma plataforma "ideal" para aplicações militares.
A isto soma-se o suporte global de assistência técnica e peças da Ford Pro, além de tecnologia pensada para maximizar o tempo de operacionalidade dos veículos, um fator crítico em contexto militar.
A marca destaca ainda que as suas "soluções prontas a usar" permitem escala e capacidade sem paralelo, aliadas a tecnologia de ponta e robustez, entregando valor e desempenho game changing a um custo competitivo, tal como já acontece junto dos clientes comerciais da empresa.
Uma das exigências mais curiosas do Exército para este novo camião tático é que ele funcione como uma verdadeira central elétrica móvel. Segundo avançado pelo website Carscoops, o veículo terá de servir como unidade de carregamento para drones e sistemas avançados de comando e controlo em pleno terreno de operações.
Neste âmbito, a Ford acredita ter uma vantagem, uma vez que o sistema Pro Power Onboard, já disponível em vários modelos comerciais da marca, funciona como um gerador embutido, capaz de fornecer entre 2,0 kW e 9,6 kWh de energia externa através de tomadas de 120 e 240 volts.
Segundo o caderno de encargos do Exército, o veículo vencedor terá de conseguir disponibilizar até 60 kW de energia exportável, suficiente para alimentar comunicações, drones, equipamento de guerra eletrónica e sistemas de comando, tudo isto sem deixar de transportar um esquadrão de seis soldados por terrenos difíceis.
A entrada da Ford nesta corrida coloca-a diretamente contra a General Motors (GM), que já está a desenvolver um camião tático semelhante.
A GM apresentou o seu protótipo em 2024 e este já se encontra em fase de testes de campo pelo Exército, o que lhe dá um avanço temporal considerável sobre a Ford.
Além destas, o Exército norte-americano um contrato de protótipo à BC Customs LLC, uma fabricante de veículos off-road sediada no Utah, elevando a concorrência a três frentes.
Entretanto, para a Ford, um dos maiores nomes da indústria automóvel norte-americana, este programa pode representar a maior oportunidade no segmento de veículos militares desde a Guerra Fria.
Fonte: Pplware





