Mesmo debaixo do fogo cruzado de sanções internacionais que duram há anos, a Huawei recusa-se a baixar os braços e continua a tentar dar lições de engenharia ao resto do mercado.
Agora, a gigante chinesa aproveitou o seu mais recente evento dedicado ao ecossistema HarmonyOS para mostrar o novo MateBook Fold PC Ultimate Design 2026. Um portátil dobrável com um ecrã gigantesco de 18 polegadas e movido a novo silício proprietário: o Kirin X90 Plus.
A promessa da marca é um salto de 25% no desempenho geral face à geração anterior. No entanto, por mais impressionantes que os números sejam no papel, a grande dúvida continua a ser a mesma de sempre… Haverá mercado para um portátil dobrável que custa uma fortuna, ou isto é apenas um exercício de músculo técnico?

O grande ponto de atração deste dispositivo é a sua enorme tela flexível OLED de 18 polegadas com resolução 3.3K e um brilho máximo de 1.600 nits.
É aqui que o jogo muda!
Porém, para evitar que um painel dobrável desta dimensão se transforme num pesadelo de durabilidade à primeira queda. A Huawei implementou uma nova dobradiça de basalto combinada com uma estrutura laminada de fluido não-newtoniano. Segundo a empresa, esta solução aumenta a resistência a impactos em 90% e promete aguentar 500.000 utilizações com a caneta tátil.
Entretanto, no interior, além do novo Kirin X90 Plus, que os analistas apontam ser fabricado num nó mais avançado da chinesa SMIC, o portátil conta com otimizações no HarmonyOS que prometem abrir ficheiros pesados 40% mais rápido e reduzir substancialmente os tempos de carregamento de aplicações de produtividade.
Para além do dobrável topo de gama, a Huawei revelou também o Kirin XE90, um chip focado na eficiência que vai equipar o futuro MateBook Pro S. A grande novidade deste processador é a inclusão, pela primeira vez nos computadores com HarmonyOS, de aceleração por hardware para Ray Tracing, apoiando-se numa arquitetura gráfica herdada dos processadores mobile mais recentes da fabricante.
Ambos os computadores têm apresentação oficial marcada para o dia 5 de agosto. Mas… Como deves imaginar, não chega cá.
A tecnologia impressiona e demonstra uma capacidade de sobrevivência incrível por parte da Huawei. Mas, e isto é um grande mas, num mercado global onde o acesso aos serviços ocidentais continua bloqueado, estes produtos arriscam-se a ser grandes proezas de engenharia que quase ninguém vai comprar deste lado do globo.
Fonte: Zero Zero






