Apesar de ter sido relegado para o banco no jogo com o Hearts, Trubin não manifestou qualquer «desconforto», garantiu Marco Silva, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Académico de Viseu, da primeira jornada da Liga. O técnico dos encarnados recusou ainda revelar se Samuel Soares será novamente titular na baliza.
«Em relação à titularidade não vos irei dizer o onze, não só na baliza como nas restantes posições. Irão esperar e perceber. O mercado não tem influência nenhuma nas minhas decisões enquanto treinador. Disse isso há algumas semanas pela questão do António [Silva] e não é diferente neste momento. Não tomo decisões a pensar no mercado. Os jogadores que estarão na convocatória são jogadores do Benfica, têm vindo a trabalhar e estão completamente integrados. Avizinha-se um grande desafio para um clube como o Benfica, que não é campeão há três anos. Claro que o mercado enquanto está aberto tem influência e há sempre rumores, mas compete-me ter todos os jogadores bem concentrados nos nossos objetivos.»
«Já fizemos três jogos oficiais, tivemos de começar mais cedo em circunstâncias não ideais para nós, devido ao número de jogadores, mas neste momento já temos essa bagagem de três jogos. O mercado não vai jogar amanhã. Infelizmente não estará lá a grande força do Benfica, os adeptos, porque nos retiraram, e é importante realçar, porque parece-me que isto é tudo levado de ânimo leve. Não há grandes conversas sobre mercado neste momento.»
«Trubin? Não vejo nenhum desconforto. Vem para treinar todos os dias com a seriedade que tem de colocar. Tem características muito próprias na sua personalidade, mas não vi absolutamente nenhuma diferença entre a semana passada e o pós-jogo da última quinta-feira, se é isso que querem saber. Todos os jogadores gostam de jogar, eu no lugar deles também queria começar todos os jogos com a camisola do Benfica e a titular, mas compete-me decidir o onze. Mas não vejo desconforto. Quando tenho falado com o Trubin, nunca veio à conversa nenhum desconforto. Tem de se concentrar no trabalho dele. Sabe que quando estamos no futebol estamos sujeitos ao elogio, à crítica, ao apoio... Estamos aqui pelos adeptos. É a nossa profissão, adoramos o que fazemos, mas o futebol sem os adeptos não vale a pena. Jogamos para os orgulhar. E quando algo acontece de menos bom – e não estou a dizer que aconteceu - temos de estar preparados para reações, por vezes, um pouco exageradas por vezes. E temos de ter o equilíbrio necessário para aguentar. Como treinador, estarei aqui para apoiar sempre os jogadores se sentir que será necessário.»
«Não vou estar a dar explicações do porquê de colocar o jogador A, B, C ou D. É uma decisão minha, uma decisão técnica. Se tomei essa decisão na quinta-feira, foi porque decidi desta forma. Vamos ver a decisão para amanhã.»
Fonte: TVI






