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A ligação entre a IA e a neurociência deu um salto histórico nos últimos dias. Uma equipa de investigadores conseguiu desenvolver um sistema capaz de traduzir sinais cerebrais diretamente em texto escrito sem recurso a intervenções cirúrgicas ou implantes no crânio. Qualquer um pode testar e receber 50 dólares para participar.
Esta inovação muda as regras do jogo no universo das interfaces cérebro-computador. Até agora, para obter uma leitura precisa da atividade neural, era indispensável implantar elétrodos no cérebro. Contudo, novos testes demonstram que é possível interpretar frases complexas recorrendo exclusivamente a sensores externos colocados à superfície da cabeça.
Como funciona a tecnologia que converte impulsos cerebrais em texto
O avanço foi alcançado através do sistema Brain2Qwerty, desenvolvido pela Meta AI em colaboração com a Universidade PSL e o Hospital Adolphe de Rothschild. A utiliza uma combinação de eletroencefalografia e magnetoencefalografia para mapear a atividade elétrica e os campos magnéticos gerados pelas células nervosas.
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Durante os ensaios, os participantes memorizavam e processavam mentalmente a escrita de várias frases. A informação recolhida pelos sensores foi depois analisada por redes neuronais assentes na arquitetura transformer, capazes de prever os caracteres pretendidos. Para garantir maior exatidão, um modelo de linguagem integrado analisa o contexto e corrige eventuais falhas na reconstrução do texto.
Os resultados mostraram uma margem de erro extremamente reduzida na descodificação dos sinais neurais. O algoritmo foi mesmo capaz de reconstruir com sucesso frases completas que não constavam do seu conjunto de dados de treino inicial. O potencial desta descoberta captou de imediato a atenção do setor empresarial.
Startups americanas como a Conduit estão a financiar sessões com voluntários para construir bases de dados massivas sobre o funcionamento do cérebro. A empresa paga 50 dólares por sessão a quem aceite utilizar capacetes equipados com dezenas de elétrodos durante tarefas de leitura e digitação. O objetivo é recolher volumes elevados de dados reais para aperfeiçoar os algoritmos de aprendizagem profunda.
A meta da indústria passa por lançar dispositivos portáteis, como fitas neurais leves, até ao final desta década. No futuro, estes acessórios permitirão dar ordens diretas aos computadores utilizando apenas o pensamento, dispensando a escrita manual e os comandos de voz. Esta evolução promete transformar a vida de pessoas com limitações motoras graves e redefinir a nossa relação diária com a tecnologia.
Fonte: Pplware






