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Comprar uns auscultadores de gama alta não garante, por si só, a melhor experiência acústica disponível no mercado. Na verdade, é muito provável que o seu telemóvel esteja a limitar o desempenho sonoro sem que se aperceba disso.
Para usufruir de ficheiros de áudio sem perdas, o dispositivo transmissor desempenha um papel fundamental.
No entanto, quando passamos para a transmissão sem fios, as limitações tornam-se mais evidentes, uma vez que necessita de codecs como LDAC, aptX HD ou aptX Lossless em ambos os dispositivos para obter alta fidelidade sonora.
Os utilizadores de iPhone devem ter em conta que a marca apenas suporta o codec AAC através de ligações Bluetooth. Por vezes, é necessário ativar o modo de programador para selecionar manualmente um codec superior.
Num equipamento Samsung Galaxy, por exemplo, aceder às informações de software e pressionar o número de compilação sete vezes consecutivas para desbloquear estas opções avançadas de configuração de áudio.
Não se esqueça ainda de verificar as definições das próprias aplicações de streaming. No Apple Music, por exemplo, é imperativo aceder às configurações de qualidade de som e a opção de transmissão sem perdas (Lossless), ajustando o comportamento de acordo com o seu plano de dados móveis.
A maioria das marcas conceituadas disponibiliza aplicações dedicadas que permitem gerir as capacidades de reprodução dos seus equipamentos. Se o telemóvel emparelhado não suportar determinada tecnologia, a opção correspondente aparecerá indisponível na interface.
Tomemos como exemplo os auscultadores Sennheiser Momentum 5 Wireless, capazes de reproduzir áudio em aptX Lossless.
Ao ligá-los a um dispositivo Samsung compatível, o codec superior é ativado automaticamente; contudo, se a ligação for feita a um iPhone, o sistema reverterá imediatamente para o formato AAC devido às limitações do transmissor.
Esta situação assemelha-se ao carregamento de um telemóvel limitado a 25W num carregador de 45W. O processo irá funcionar sem problemas, mas a velocidade real ficará sempre aquém do potencial máximo do carregador.
Nos sistemas de som acontece o mesmo, pois os auscultadores só conseguem reproduzir a qualidade máxima que o dispositivo de origem for capaz de fornecer.
De nada serve investir num equipamento topo de gama se um dos elos da cadeia de áudio falhar. É o equivalente a subscrever o plano Ultra HD da Netflix para depois assistir aos conteúdos num ecrã antigo com resolução Full HD.
A fonte e o destino têm de estar em perfeita sintonia. Para contornar estas barreiras sem fios, a utilização de um DAC portátil por USB-C surge como uma excelente alternativa, convertendo o sinal digital com maior precisão acústica.
Se procura mesmo usufruir do som mais puro e detalhado, a ligação física por cabo (seja USB-C ou jack de 3,5 mm) continua a ser a escolha mais segura e eficaz. Modelos de referência trazem frequentemente estes cabos incluídos na caixa para contornar as limitações do Bluetooth.
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Fonte: Pplware






