Segundo Chapo, a conferência serviu, igualmente, para reafirmar o compromisso da Frelimo com o povo moçambicano, que, segundo disse, é o maior foco do partido. O partido reflectiu ainda durante os três dias sobre muitos aspectos que mexem com o País, desde a unidade nacional, desenvolvimento socioeconómico até ao terrorrismo em Cabo Delgado.
Sobre o terrorismo, o presidente da Frelimo explicou que o partido entende que para o seu combate é necessário o envolvimento de todos os moçambicanos. Chapo destacou a forma franca e aberta com que os membros do partido se expressaram durante a conferência, o que demonstra maior abertura na busca de soluções para os vários problemas que o País enfrenta rumo ao seu desenvolvimento.
PARTIDO REFORÇADO
Para Daniel Chapo, a Conferência Nacional de Quadros serviu para reforçar o compromisso que o partido tem com o povo moçambicano.
“A força da Frelimo reside no povo. O povo sempre depositou a sua confiança no nosso partido. A ligação com o povo moçambicano é a nossa missão”, disse Daniel chapo, reforçando que cada membro tem a responsabilidade de actuar em conformidade com as orientações do partido, sobretudo na angariação de mais membros. Sobre esse assunto, Chapo disse que essa missão não se pode cumprir apenas com palavras, mas sim com acções concretas que possam convencer as pessoas a aderirem à Frelimo.
“Temos de transformaras palavras em acções palpáveis para o nosso povo. O que foi debatido nesta conferência não se pode transformar em letra morta, tem de trazer resultados concretos para a nossa Nação”, anotou o presidente da Frelimo. Para Daniel Chapo, o encerramento da conferência marca o início de uma etapa que tem como foco renovar Moçambique, fazendo jus ao lema do evento.
“Viemos a Chimoio para prepararmos uma nova atitude para a nossa organização e do nosso Estado. Hoje começa o verdadeiro trabalho, que deve começar das bases nas suas variadas circunscrições. Temos de divulgar os resultados da conferência ao nosso povo”, disse.
Daniel Chapo referiu que o povo moçambicano está disponível para trabalhar, daí que todos os membros têm a responsabilidade de fazer a sua parte.
CHAPO ANUNCIA NOVA ERA
Durante o seu discurso, Daniel Chapo condenou a postura de alguns membros da Frelimo que, segundo ele, são associados a certas práticas que não abonam o partido.
“Não exitaremos em abanar a árvore até que o fruto podre caia, até porque a Frelimo tem muitos membros bons. Seremos intolerantes a todo tipo de comportamento que fere com os nossos princípios”.
Chapo referiu ainda que na Frelimo não há espaço para os corruptos, ladrões, traficantes de droga e não há plateia para o que chamou de “lambebotas”. Segundo disse, a Frelimo não é santuário de criminosos, e avisou que no partido no poder não haverá espaço para os membros usarem o poder que lhes é conferido para humilhar o povo.
“A partir de hoje, começa uma nova era. Nessa nova era, queremos que cada um pague pelo crime que cometeu sem relacioná-los com a Frelimo e sem entrarmos na chamada caça às bruxas. Devemos denunciar todos os membros que cometerem crimes para as autoridades competentes actuarem”, exortou Daniel Chapo.
Sublinhou que todo o moçambicano tem direito de prosperar e ficar rico, desde que seja na base de trabalho honesto, lícito e transparente.
“O objectivo último da independência económica que nessa nova era apregoamos é ver as pessoas a prosperarem, mas dentro dos limites da honestidade e transparência”, insistiu Chapo.
MUDANÇA DE ATITUDE
Ainda falando no encerramento, Daniel Chapo falou da necessidade da mudança de atitude dos membros, que passa por assumir uma postura de responsabilidade aceitando os erros cometidos e buscar soluções.
Segundo disse, na nova era, a Frelimo continuará a apostar na juventude, que é a força motriz para o desenvolvimento do País. O presidente do partido no poder insistiu que é preciso que haja renovação no seio do partido, explicando que isso não significa romper com o passado, mas sim tomar uma nova postura face aos desafios do País.
Fonte: O País







