InícioTecnologiaAnálise Xiaomi 17T e 17T Pro: O ponto doce do mundo Android

Análise Xiaomi 17T e 17T Pro: O ponto doce do mundo Android

Resumo

A Xiaomi lançou os smartphones 17T e 17T Pro em 2026, com especificações de alta qualidade e promoções atrativas. Os dispositivos apresentam diferenças no tamanho do ecrã, sendo o 17T mais compacto com 6,59 polegadas e o 17T Pro com 6,83 polegadas, mas ambos com design premium. Ambos possuem certificação IP68 contra água e poeira e ecrãs AMOLED brilhantes com taxas de atualização de 120Hz no 17T e 144Hz no 17T Pro. Equipados com processadores MediaTek diferentes, o 17T tem o Dimensity 8500-Ultra e o 17T Pro o Dimensity 9500, oferecendo desempenho poderoso. As baterias de grande capacidade permitem uma autonomia prolongada, com 6500 mAh no 17T e 7000 mAh no 17T Pro, este último suportando carregamento sem fios de 50W. Ambos os modelos incluem câmaras de alta qualidade, com destaque para a lente ultra grande angular de 12 MP.

Se costumas passar pela Leak, sabes que a Xiaomi tem uma tradição muito própria: a meio do ano, lança a sua linha “T” para baralhar as contas do mercado. E neste ano de 2026, a marca decidiu subir a fasquia, não só com produtos de qualidade inegável, mas também com promoções muito aliciantes.

Tive a oportunidade de testar ambas as unidades (Xiaomi 17T e o Xiaomi 17T Pro), e a verdade é só uma. Não precisas de mais nada. Isto serve para tudo.

A grande novidade é que, ao contrário de anos anteriores, os dois smartphones já não têm o mesmo tamanho. Mas partilham o mesmo objetivo! Oferecer especificações brutais sem te obrigarem a pedir um crédito ao banco.

Entretanto, a primeira diferença salta à vista no tamanho.

O Xiaomi 17T é mais compacto, com um ecrã de 6,59 polegadas, enquanto o 17T Pro estica-se até às 6,83 polegadas. Mas, na mão, ambos parecem máquinas premium. Embora a Xiaomi use uma traseira em plástico reforçado com fibra de vidro e uma moldura de plástico no modelo base (o Pro leva alumínio), garanto-te que a textura é tão boa que nem vais notar a diferença. Além disso, os dois contam com certificação IP68 contra água e poeira.

Outro ponto, devido às ordens da UE, não há carregador para ninguém. Mas, na caixa, além do telemóvel, vais encontrar uma capa de silicone cinzenta decente.

Entretanto, no campo dos ecrãs… Que autêntico mimo! Estamos perante painéis AMOLED com uns estúpidos 3500 nits de brilho máximo. Seja debaixo de um sol abrasador ou num dia de chuva, a visibilidade é perfeita. O modelo Pro chega aos 144Hz de taxa de atualização e o base fica-se pelos 120Hz. Na prática? Ambos são incrivelmente fluidos e limpos no scroll, superando ecrãs de telemóveis bem mais caros.

No motor destas máquinas, a Xiaomi apostou tudo na MediaTek, mas com sabores diferentes.

O 17T traz o Dimensity 8500-Ultra, um chip de gama média-alta fortíssimo, enquanto o 17T Pro vem equipado com o Dimensity 9500, que é simplesmente o processador mais pornográfico e potente que a MediaTek tem no mercado. Aliados a 12GB de RAM LPDDR5X e armazenamento UFS 4.1, o desempenho no dia a dia é uma faca quente em manteiga.

Claro que, nos dias que correm, o Pro só mostra os dentes se fores jogar títulos pesados como Genshin Impact, onde não vacila nem sobreaquece. Para o utilizador comum, o 17T base é mais do que suficiente.

A acompanhar este poder de processamento, temos baterias de tecnologia de silício-carbono com capacidades massivas: 6500 mAh no base e uns inacreditáveis 7000 mAh no Pro. Ou seja, mesmo a abusar das redes sociais, a gravar vídeo e a jogar com dados móveis ligados, ultrapassar as 6 horas de ecrã ligado e chegar ao fim do dia com carga de sobra é a norma.

Entretanto, se precisares de carregar, o Pro vai dos 0% aos 100% num sopro e ainda junta carregamento sem fios de 50W, algo que falta no modelo mais barato.

Nas câmaras, a parceria com a Leica continua a dar frutos, mas há uma divisão clara. Embora partilhem a mesma lente ultra grande angular de 12 MP (que honestamente é a mais fraquinha do conjunto) e o mesmo sensor periscópico de 50 MP com zoom ótico de 5x que faz uns macros brutais a 30cm, o sensor principal dita as regras. O 17T usa o Light Fusion 800, mas o 17T Pro leva o Light Fusion 950, que é maior e tem uma abertura mais generosa. De dia as fotos são muito parecidas, mas quando a noite cai, o Pro esmaga o irmão mais novo em nitidez, controlo de ruído e alcance dinâmico.

Por fim, o calcanhar de Aquiles: o software. Ambos correm o Android 16 mascarado com o HyperOS 3 da Xiaomi. O sistema é fluído, tem animações lindíssimas e traz um pacote cheio de inteligência artificial (HyperAI), mas continua com decisões que me tiram do sério. Está melhor, não me entendas mal. A Xiaomi anda a fazer um grande esforço neste campo, e a coisa anda a correr muito bem.

Mas, por defeito, a barra de estado só mostra um ícone de notificação. Para além disso, o sistema bloqueia launchers de terceiros se usares os gestos de navegação, e mesmo os balões de notificações, são demasiado exagerados para o ecrã do aparelho. Porém, nada disto é grave.

Com o Xiaomi 17T a começar nos 749€ e o Pro nos 999€, a Xiaomi volta a criar duas propostas fortíssimas. Se queres poupar uns trocos, um ecrã fantástico e bateria para dar e vender, o 17T é a escolha lógica. Se podes esticar o orçamento para ter câmaras noturnas de topo, carregamento sem fios e performance ao nível de um computador, atira-te ao Pro.

No fim do dia, a Xiaomi está a oferecer smartphones de topo que as pessoas conseguem comprar, e é exatamente isso que se pede no meio do caos dos chips.

 

Fonte: Zero Zero

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