InícioInternacionalAutoridades da Catalunha investigam homicídio durante visita do Papa Leão XIV

Autoridades da Catalunha investigam homicídio durante visita do Papa Leão XIV

Resumo

As autoridades da Catalunha estão a investigar a morte de um homem abatido a tiro no centro de Barcelona, o segundo caso fatal por arma de fogo em menos de uma semana na cidade. O incidente, que ocorreu durante a visita do Papa à região, não está ligado ao evento. O ataque aconteceu na rua Balmes, onde um homem disparou sobre outro e fugiu, sendo captado pelas câmaras de vigilância. A vítima, de identidade desconhecida, era de fenótipo caucasiano. O suspeito fugiu para o norte da cidade, e a polícia encontrou a arma do crime numa paragem de autocarro. Este é mais um episódio numa série de tiroteios na Catalunha, com um aumento preocupante de incidentes com armas de fogo, atribuído ao tráfico de droga e ao cultivo de canábis.

As autoridades da Catalunha estão a investigar a morte de um homem abatido a tiro no centro de Barcelona. Trata-se da segunda vítima mortal por arma de fogo em menos de uma semana na cidade e a investigação, segundo o jornal El Pais, decorre numa altura que coincide com a visita do Papa à Catalunha. Ainda assim, os Mossos d'Esquadra descartam qualquer ligação entre os dois acontecimentos e fontes policiais garantem que o incidente não provocou alterações nem aumentou o nível de alerta do dispositivo de segurança que acompanha Leão XIV.

O ataque ocorreu cerca das 10h00, na rua Balmes. Um homem disparou sobre outro e colocou-se em fuga. A agressão aconteceu perto da Avenida Diagonal, mesmo em frente a uma esquadra da Polícia Nacional, onde são emitidos documentos de identidade e realizados diversos processos relacionados com imigração. As câmaras de vigilância da zona captaram imagens do alegado homicida, que usava calções e transportava um capacete de bicicleta na mão.

Pouco depois, os agentes encontraram a arma do crime. Estava numa paragem de autocarro na praça Gal·la Placídia, no bairro de Gràcia, e encontra-se agora sob custódia dos Mossos. O capacete estava debaixo do banco, a ocultar a pistola.

Os Mossos desconhecem, para já, a identidade da vítima mortal, que não transportava qualquer documento de identificação, segundo fontes policiais. As mesmas fontes adiantam que se trata de um homem de fenótipo caucasiano. Também não existem ainda pistas sobre o paradeiro do suspeito, que fugiu em direção ao norte da cidade.

O crime ocorreu numa das ruas mais movimentadas de Barcelona. À hora dos factos, várias pessoas encontravam-se nas instalações da Polícia Nacional a tratar de documentos de identificação e assistiram ao homicídio.

"Estou em choque, foi terrível", relatou uma das testemunhas. Sentimentos semelhantes eram partilhados por outros transeuntes que se encontravam na zona naquele momento.

Os Mossos isolaram a área com o apoio da Polícia Nacional. Foi inclusivamente montada uma tenda para cobrir o corpo da vítima, um homem de meia-idade. Pelas 12h30 foi efetuada a remoção do cadáver. No local estiveram investigadores dos Mossos em Barcelona, o chefe da divisão de investigação da polícia catalã, Ramon Chacón, e a comitiva judicial liderada pelo juiz do Tribunal de Instrução n.º 31 de Barcelona, Luís Martínez, acompanhada pela procuradora de serviço, Alexandra García.

No domingo, um homem foi morto a tiro na Zona Franca de Barcelona. O agressor disparou várias vezes pelas costas da vítima, na rua Mineria. Foi precisamente no mesmo local que outro homem tinha sido executado a 16 de maio.

Os Mossos admitem preocupação com a proliferação de armas de fogo. Desde o início do ano, seis pessoas foram assassinadas a tiro, quatro das quais na cidade de Barcelona.

Os tiroteios continuam a aumentar na Catalunha. No ano passado, os Mossos registaram 93 incidentes envolvendo armas de fogo, o que representa um aumento de 45% face ao ano anterior, segundo fontes policiais citadas pelo El País. Já em 2024, os números revelavam um crescimento relativamente aos cerca de 50 tiroteios registados em 2023. Nesse ano, a polícia catalã lançou um plano operacional específico para combater a circulação de armas de fogo.

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p data-end="3484" data-is-last-node data-is-only-node data-start="3222">O número de detenções por posse ou utilização de armas também acompanha esta tendência: passou de 248 para 293 num só ano. Os analistas dos Mossos associam o problema ao tráfico de droga e atribuem grande parte deste aumento ao crescimento do cultivo de canábis.

 

Fonte: TVI

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