Resumo
O selecionador de Cabo Verde, Bubista, expressou após o empate com o Uruguai no Mundial 2026 a determinação da equipa em competir ao mais alto nível e lutar pela qualificação. Apesar de reconhecer a qualidade dos adversários, Bubista afirmou que Cabo Verde está empenhado em alcançar a fase a eliminar. Criticou um gesto antidesportivo do Uruguai no jogo, relembrando a importância do fair play. Destacou a importância do próximo jogo com a Arábia Saudita, salientando a necessidade de respeito e seriedade. Bubista realçou a resiliência da equipa cabo-verdiana, afirmando que, apesar das dificuldades, estão determinados a competir com as grandes seleções e a representar o seu país e continente com orgulho.
Jogo e luta pelo apuramento:
«Desde o início, dissemos que queríamos competir ao mais alto nível e estamos a tentar fazê-lo. Mais do que o resultado, temos mostrado a nossa identidade, força, união e resiliência. Viemos para tentar um novo sonho, que é a qualificação para a fase a eliminar. Penso que é legítimo pensar dessa forma depois do que fizemos perante duas seleções de top mundial. Respeitamos os adversários e sabemos da qualidade que têm, mas estamos num ponto de dizer claramente que vamos lutar pelo apuramento.»
Sobre um alegado gesto antidesportivo do Uruguai no lance do 1-1:
«Fiquei um pouco irritado, até porque Marcelo Bielsa ensinou-nos a ter “fair play”. Fiquei frustrado, mas faz parte do jogo e do crescimento da nossa equipa. Também deveríamos ter evitado essa situação e colocado a bola fora naquele momento. Foi uma mistura de erros. Tentámos fazer as coisas à nossa maneira. Às vezes, é normal que os futebolistas se sintam pressionados em algum momento. Por algum motivo, o Uruguai não parou o jogo.»
Jogo decisivo com a Arábia Saudita:
«Temos de ter os pés no chão, sabendo que o próximo jogo será difícil. A Arábia Saudita também tem possibilidades de qualificação. Temos de ter o respeito necessário e a atitude correta para encarar o jogo com a máxima seriedade e desportivismo. Devemos isso a todos os nossos adversários. Queremos que as pessoas fiquem a conhecer Cabo Verde pelo que somos. Esta equipa é a identidade do nosso povo. Estamos a demonstrar que um país pode ser pequeno e ter dificuldades financeiras, mas, se tiver resiliência e capacidade de sofrimento e trabalhar com organização, consegue ombrear com as grandes seleções. Devemos isso ao nosso continente e ao nosso povo.»
Fonte: TVI


