InícioRevistaSociedadeChókwè assinala 55 anos com vários sectores ainda de rastos após as...

Chókwè assinala 55 anos com vários sectores ainda de rastos após as cheias

Chókwè celebra 55 anos de elevação à categoria de cidade ainda a braços com as marcas das cheias de há sete meses, que inundaram mais de 80 por cento do distrito e atingiram praticamente todos os bairros da área municipal. Cerca de 40 quilómetros de estradas foram arrastados pelas águas, enquanto a recuperação das valas de drenagem e dos diques de protecção continua a ser uma corrida contra a próxima época chuvosa.

A destruição da rede viária continua entre as principais preocupações dos munícipes, que exigem maior celeridade na reposição das vias antes da chegada das próximas chuvas.

“Há várias ruas principais destruídas. É urgente trabalhar para recuperá-las antes que cheguem as próximas chuvas”, alertam os munícipes.

Para além das vias, a acumulação de lixo, as dificuldades de acesso à água e energia eléctrica continuam a afectar a população, sobretudo nos bairros em expansão.

“A situação do lixo é grave, sobretudo em dois bairros. Pedimos também água e energia nas zonas em expansão, além de trabalhos contínuos”, disse Miguel Manuel, munícipe de Chókwè.

Os munícipes defendem ainda um diálogo mais regular com a edilidade, considerando que a aproximação entre as partes pode contribuir para a resolução dos problemas que condicionam o desenvolvimento da cidade, considerada a capital económica de Gaza.

O presidente do Conselho Municipal, José Moiane, destaca, por seu turno, as acções em curso para devolver a normalidade à cidade, com destaque para a reposição das vias de acesso aos sete bairros mais afectados, bem como o restabelecimento do fornecimento de energia eléctrica e água.

Moiane reconhece igualmente a necessidade de intervenção no sistema de drenagem, incluindo a limpeza e recuperação das valas, como forma de reduzir o impacto das próximas chuvas.

Os munícipes reconhecem o esforço na retoma gradual da vida após as enxurradas, mas exigem maior celeridade na recuperação das valas de drenagem e dos diques de protecção, antes que a próxima época chuvosa volte a colocar em risco cerca de 25 mil pessoas dos sete bairros mais vulneráveis.

Fonte: O País

- Advertisment -spot_img

Últimas Postagens

PRM justifica uso de gás lacrimogéneo durante evento da ANAMOLA em...

0
A Polícia da República de Moçambique (PRM) diz que a intervenção policial ocorrida no último sábado, durante o evento da ANAMOLA em Quelimane, foi...
- Advertisment -spot_img