InícioRevistaSociedadeConflito homem-animal: leões e hienas atacam gado e espalham pânico em Gaza

Conflito homem-animal: leões e hienas atacam gado e espalham pânico em Gaza

Resumo

O recrudescimento do conflito entre o homem e a fauna bravia preocupa as autoridades na província de Gaza, em Moçambique, com leões, hienas e elefantes a invadir comunidades, causando mortes de animais domésticos e ferindo uma criança. A governadora Margarida Chongo exigiu uma intervenção mais rápida das autoridades dos Parques Nacionais de Banhine e do Limpopo para afugentar animais perigosos avistados fora das áreas de conservação. O administrador do distrito de Massingir alertou para a necessidade de medidas mais enérgicas, incluindo o abate de animais se necessário, devido aos prejuízos causados. As comunidades afetadas vivem com medo de novos ataques, enquanto as autoridades prometem reforçar ações para proteger a população e os seus bens.

Maputo, 30 de Junho (AIM) – O recrudescimento do conflito entre o homem e a fauna bravia preocupa as autoridades na província de Gaza, onde leões, hienas e elefantes têm invadido comunidades do distrito de Massingir, provocando a morte de cinco animais domésticos, ferindo uma criança e espalhando um clima de medo entre a população.

Perante o agravamento da situação, a governadora da província de Gaza, Margarida Chongo, exigiu, nesta segunda-feira, uma intervenção das autoridades dos Parques Nacionais de Banhine e do Limpopo, defendendo maior prontidão na resposta sempre que animais perigosos forem avistados fora das áreas de conservação.

A exigência foi apresentada durante a cerimónia de apresentação dos novos administradores daqueles parques, ocasião em que o Governo reiterou a necessidade de adoptar medidas rápidas para devolver a tranquilidade às comunidades afectadas.

Segundo Margarida Chongo, episódios semelhantes já ocorreram no distrito de Mabalane, onde felinos também atacaram animais domésticos, tornando indispensável uma actuação célere por parte das equipas de fiscalização.

“Quando a população comunicar que há um felino, um leão que saiu dos limites do parque e se encontra na comunidade, o parque deve prontamente deslocar-se ao local e proceder ao seu afugentamento, para que as comunidades continuem seguras”, afirmou.

A governadora acrescentou que uma actuação rápida e flexível poderá reduzir não apenas os ataques de leões, mas também de outras espécies que representam perigo para as populações.

O administrador do distrito de Massingir, Sérgio Costa, confirmou que os animais continuam a circular fora dos limites do Parque Nacional do Limpopo e advertiu para o risco de agravamento do conflito caso não sejam adoptadas medidas mais enérgicas.

Segundo explicou, já foram mortas quatro cabeças de gado bovino e um burro, situação que está a causar prejuízos às famílias e crescente descontentamento entre a população.

“Nos casos extremos em que se demonstrar que os esforços de afugentamento não produzem resultados, iremos proceder ao abate dos animais”, declarou.

Nas comunidades afectadas, o receio de novos ataques alterou profundamente o quotidiano das famílias.

O Administrador do Parque Nacional do Limpopo, Abel Nhabanga, assegurou que serão reforçadas as acções destinadas a impedir a circulação da fauna bravia para as zonas habitacionais e reduzir os impactos do conflito homem-animal.

“O ser humano está acima de qualquer animal. A nossa prioridade é salvaguardar a vida da população e os seus bens. Vamos trabalhar em coordenação com o Governo distrital e com as comunidades para reduzir os impactos deste conflito”, garantiu.

(AIM)
Fernanda da Gama (FG)/pc

 

Fonte: aimnews

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