Resumo
A Sony está a planear lançar uma consola portátil com especificações impressionantes, confirmadas por "leaks" da AMD. A nova consola portátil da Sony, possivelmente a acompanhar a PlayStation 6, contará com um processador AMD Zen 6 com 6 núcleos, incluindo núcleos de baixo consumo para poupar bateria. Os gráficos serão baseados na futura arquitetura AMD RDNA 5, com 16 unidades de computação, e terá 24 GB de memória RAM LPDDR5X e armazenamento SSD NVMe. Esta consola portátil promete um desempenho superior à PlayStation 5 caseira, com a capacidade de competir com outras consolas de nova geração. A Sony parece ter aprendido com os erros da concorrência, garantindo que os jogos da PS6 portátil não serão prejudicados pela falta de memória RAM. Este lançamento poderá revolucionar o mercado das consolas de nova geração.
Uma idea que, a meu ver, já teve mais força. Afinal de contas, o mercado está envolto em caos devido à crise de memória, e como tal, lançar hardware complexo (e caro), pode não ser a melhor ideia para a gigante Japonesa.
Mas, o facto é que a ideia de ter uma entrada mais acessível dentro do ecossistema da PS6, e pelos vistos, toda a história acabou de ganhar muita força. Uma fuga de informação diretamente ligada à arquitetura Zen 6 da AMD. Que veio validar as especificações que andavam a circular nos bastidores e dar uma credibilidade tremenda a este projeto.
Portanto, a pista foi descoberta no código de uma atualização do sistema Linux. Esse remendo revela que a próxima arquitetura da AMD (a Zen 6) vai estrear um terceiro tipo de núcleo no processador. Estamos a falar de um núcleo de “ultra-baixo consumo” (Low Power), desenhado especificamente para poupar bateria e tratar de tarefas secundárias em segundo plano. É a primeira vez que estes núcleos aparecem num documento oficial da AMD.
O que é que isto tem a ver com a PlayStation? Tudo, porque esta configuração é a peça que faltava no puzzle da portátil da Sony.
Portanto, se olharmos para a tabela técnica que tinha sido partilhada e que agora ganha uma força brutal, percebemos que a Sony não está para brincadeiras.
Afinal, o plano passa por enfiar no chip portátil um processador AMD Zen 6 com 6 núcleos no total (4 núcleos compactos e 2 destes novos núcleos de baixo consumo), apoiado por gráficos baseados na futura arquitetura AMD RDNA 5 com 16 unidades de computação. Para fechar o pacote, estimam-se uns generosos 24 GB de memória RAM LPDDR5X e armazenamento por SSD NVMe.
Tudo isto significa que a portátil da PS6 terá poder de fogo suficiente para cilindrar por completo máquinas como o Xbox ROG Ally X da ASUS e, em jogos devidamente otimizados para o formato portátil, conseguir um desempenho superior ao da própria PlayStation 5 caseira que temos hoje na sala.
É um salto geracional massivo para um aparelho que vais poder meter na mochila.
Esta geração atual deixou uma lição muito clara para toda a indústria: a Xbox Series S, devido à sua memória RAM muito limitada, tornou-se uma dor de cabeça e um travão para os estúdios de desenvolvimento. Muita gente temia que uma PS6 portátil pudesse fazer o mesmo papel de “parente pobre” e atrasar os jogos de nova geração. Mas a Sony parece ter aprendido com os erros da concorrência.
Dito tudo isto, as informações apontam para que a diferença de memória RAM entre a PS6 caseira e a versão portátil seja inferior a 30%. Isto significa que os programadores não vão ter de cortar as asas aos jogos para que eles corram na versão de bolso. O próprio presidente da Sony Interactive Entertainment, Hideaki Nishino, já tinha deixado escapar numa entrevista recente à Famitsu que o objetivo da marca é “entregar experiências de jogo que se adaptem aos estilos de vida cada vez mais diversos dos jogadores”.
Ter os jogos da PS6 na TV da sala e poder continuar a partida no comboio ou na cama parece ser a cartada final da Sony para esta batalha. Agora resta saber se a Microsoft vai conseguir reagir a tempo com o seu próprio projeto portátil. Ou se a Sony vai limpar o mercado das consolas de nova geração logo no dia de lançamento.
Tu por aí, preferias investir o teu dinheiro numa PlayStation 6 tradicional e pesada para ter debaixo da televisão. Ou a ideia de ter uma portátil super poderosa com os jogos da próxima geração deixa-te a fazer contas à vida?
Fonte: Zero Zero




