Resumo
A diretora executiva do Unaids, Winnie Byanyima, alertou que a Reunião de Alto-Nível sobre Aids 2026 pode ser a última devido a cortes de gastos e ataques aos direitos humanos que comprometem a busca pela cura da doença. O financiamento global para o HIV diminuiu entre 30% e 40% em relação a 2023, levando a uma redução de recursos para programas de prevenção e tratamento. Apesar da crise, iniciativas como a aliança global pelo acesso equitativo às tecnologias de saúde, criada durante a reunião do G20 em 2024, mostram progressos na produção local de medicamentos e vacinas. A Reunião de Alto Nível, com o tema "Unidas e Unidos para Acabar com a Aids", acontecerá nos dias 22 e 23 de junho em Nova Iorque, visando manter a meta de erradicar o HIV/Aids como ameaça à saúde pública até 2030.
Falando a jornalistas em Nova Iorque nesta quinta-feira, ela disse que cortes de gastos e ataques aos direitos humanos estão comprometendo o trabalho de cientistas na busca pela cura da doença.
Queda de 30% a 40% no financiamento
A resposta global ao HIV sofreu uma redução significativa de recursos. No último ano, os fundos destinados ao enfrentamento da epidemia caíram entre 30% e 40% em comparação com o orçamento de 2023.
Para a diretora, os doadores estão desviando investimentos para financiar guerras, e sem apoio internacional os países atendidos pelo Unaids não conseguirão sustentar programas de prevenção e tratamento.
A Reunião de Alto Nível ocorrerá entre os dias 22 e 23 de junho em Nova York, com o tema “Unidas e Unidos para Acabar com a Aids”. O encontro conta com a presença do secretário-geral da ONU, António Guterres, pessoas vivendo abertamente com HIV e personalidades de destaque na luta contra o vírus.
O objetivo é firmar compromissos políticos que mantenham a meta de erradicar o HIV/Aids como ameaça à saúde pública até 2030.
Iniciativas
Apesar da crise orçamentária, iniciativas como o acordo firmado entre Ministérios da Saúde durante a reunião do G20, o grupo das 20 maiores economias globais, em 2024 mostram avanços. Sob a presidência do Brasil, foi criada uma aliança global pelo acesso mais equitativo às tecnologias de saúde.
O programa impulsionou a produção local de medicamentos e vacinas, reforçando a importância da cooperação internacional para enfrentar a epidemia.
Fonte: ONU






