Resumo
A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 já começou, mas o sarampo representa uma ameaça séria aos países-sede, incluindo Canadá, Estados Unidos e México. O diretor da Opas alerta para a circulação do sarampo na região, com o Canadá já tendo perdido o certificado de eliminação da doença. A vigilância é crucial, com surtos em curso nos três países, podendo resultar num efeito dominó de transmissão. A vacinação é a melhor defesa, com a meta de atingir 95% de cobertura vacinal de forma homogénea. Com o fluxo de turistas esperado para o evento desportivo, a Opas destaca a importância de manter a região livre de sarampo através da vacinação. É fundamental garantir a proteção de todos para que a Copa seja lembrada pelos golos, não pelo sarampo.
Enquanto torcedores de todo o planeta se preparam para colorir os estádios do Canadá, Estados Unidos e México, o diretor da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, enfatiza a ameaça do sarampo que voltou a circular com força na região.
Cartão vermelho
Falando à ONU News, de Washington, Jarbas Barbosa avisou que o “cartão vermelho” da saúde já foi aplicado em uma das sedes do torneio.
Opas reforça que o ideal é atingir 95% de cobertura vacinal em cada bairro, cidade e estado de forma homogênea
“É muito difícil conseguir a eliminação do sarampo. Nas Américas, nós fomos a única região que já conseguiu ser certificada livre de sarampo. Perdemos esse certificado em 2019, voltamos a recuperá-lo em 2024 e agora perdemos de novo porque nós temos um país da região que é o Canadá, que já foi avaliado e já foi constatado que ele perdeu o seu certificado, porque não conseguiu interromper a transmissão durante um período igual a ou maior do que 12 meses com a mesma cadeia de transmissão.”
Vigilância constante
Com o resultado desfavorável, o Canadá soa o alarme para quem planeja viajar para acompanhar as seleções. Um infectado pode passar o vírus para até 18 pessoas, o risco real de um “efeito dominó” nas arquibancadas.
Mas a ameaça não para na fronteira canadense. Estados Unidos e México também enfrentam surtos em curso, transformando a região em um campo de batalha epidemiológico. Para Jarbas Barbosa, a vigilância precisa ser muito rigorosa.
“Nós temos outros países da região com transmissão em curso, como Estados Unidos, México, também temos uma preocupação com Bolívia e Guatemala. Nós estamos apoiando os países a responder a essa situação porque é muito importante que se mantenha a região livre de sarampo. A melhor maneira de proteger contra o sarampo é com uma cobertura de vacinação alta e homogênea. A segunda atividade importante é ter uma vigilância epidemiológica muito ativa, porque como há muita transmissão de sarampo na Europa, na Ásia, na África, em outras regiões do mundo, sempre nós vamos receber nas Américas casos importados, viajantes que põem turismo ou negócios das Américas que vão para essas regiões ou dessas regiões que vêm para as Américas, um deles pode vir com o vírus do sarampo.”
Fluxo de turistas
Com receio de entrada de casos importando com o fluxo de turistas em massa durante o mundial e que o vírus viaje e desembarca com os torcedores, buscando qualquer brecha em populações que não estejam com o esquema vacinal em dia.
A estratégia para vencer esse jogo e garantir que a Copa de 2026 seja lembrada apenas pelos gols inclui defesa total através da vacinação.
A Opas reforça que o ideal é atingir 95% de cobertura vacinal em cada bairro, cidade e estado de forma homogênea. Sem essa barreira protetora, um simples caso importado pode se transformar em um surto descontrolado.
O recado para os apaixonados por futebol é para que garantam o seu lugar na arquibancada e protejam a saúde de todos, sendo que a vacina é o reforço obrigatório que precisa entrar em campo agora.
Eleutério Guevane é redator-sênior da ONU News.
Fonte: ONU





