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Em Maputo: Carla Loveira Participa no Dialogo Sobre Resiliência

Resumo

A Ministra das Finanças, Carla Loveira, participou num fórum em Maputo sobre resiliência em Moçambique, reunindo entidades como o Governo, Municípios, Banco Mundial, parceiros de cooperação e sociedade civil. O objetivo é debater investimentos em resiliência, financiamento e gestão de riscos de desastres no país, especialmente após as recentes cheias que afetaram milhões de pessoas. Moçambique enfrenta desafios devido à frequência de ciclones, cheias e secas, com danos significativos na agricultura e infraestruturas. O Banco Mundial estima em USD 1 bilhão os custos de recuperação dos impactos climáticos, procurando estratégias para tornar as infraestruturas moçambicanas mais resilientes.

A Ministra das Finanças, Carla Loveira, participou hoje dia 11 de Maio, em Maputo, no fórum de dialogo sobre resiliência em Moçambique. Para além do Governo, o seminário contou com a participação dos Municípios, Banco Mundial, parceiros de cooperação, sector privado, organizações da sociedade civil e à academia.

Discursando aos participantes, a Ministra das Finanças, disse que o Fórum tem como objectivo, promover um diálogo estratégico sobre prioridades de investimento em resiliência, financiamento ao desenvolvimento e mecanismos de gestão do risco de desastres em Moçambique.

Esta discussão é, simultaneamente, técnica e política. É técnica porque exige rigor, instrumentos adequados e capacidade institucional. E é política porque implica escolhas sobre como alocar recursos escassos, como proteger as populações e como preservar o crescimento económico num contexto de choques climáticos recorrentes. Ministra das Finanças.

Para a governante, Moçambique é um país com elevada exposição a riscos decorrentes de desastres naturais. A frequência e a intensidade de ciclones, cheias e secas têm vindo a agravar-se, com impactos profundos sobre o bem-estar das famílias, sobre o capital produtivo e sobre as infra-estruturas públicas e privadas.

Este quadro tornou-se particularmente evidente com as cheias do primeiro trimestre de 2026, que afectaram cerca de 1.064.495 pessoas, provocaram inundação em mais de 210.6 mil casas e causaram danos significativos em infraestruturas essenciais. As perdas na agricultura e os elevados custos de reconstrução, estimados em mais de 48,6 mil milhões de Meticais, ilustram a dimensão do desafio que o País enfrenta e reforçam a urgência de investir de forma estruturada na resiliência.

O representante do Banco Mundial, Fily Sissoko, moçambique tem vindo a sofrer por vários choques climáticos nos últimos anos, que afectam para além do capital humano, infraestruturas e o tecido económico. Estima-se em USD 1bilhão para a sua recuperação.  

Com este fórum o Banco Mundial pretende recolher subsídios para desenvolver estratégias para mitigar e tornar infraestruturas moçambicanas resilientes. Afirmou o Representante do BM.

Fonte: MEF

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