InícioRevistaTecnologiaCuidados com os ecrãs da Nintendo Switch 2. É uma lotaria!

Cuidados com os ecrãs da Nintendo Switch 2. É uma lotaria!

Resumo

A Nintendo Switch 2 enfrenta críticas devido ao seu ecrã LCD com problemas de ghosting, resultando num tempo de resposta mais lento do que a versão anterior. A marca está a planear substituir o ecrã atual da Innolux pelo da Sharp, numa tentativa de resolver este problema. A mudança de fornecedor visa melhorar a qualidade visual da consola portátil, mas levanta questões sobre a gestão da transição entre os modelos antigo e novo nas lojas. Enquanto alguns consumidores aguardam pela melhoria, outros que compraram a consola no lançamento sentem-se desapontados por terem pago o preço total por um produto com um ecrã inferior.

A Nintendo Switch 2, apesar do seu preço, é uma das máquinas mais interessantes do mercado, muito por culpa de ser a única consola portátil a tirar partido do NVIDIA DLSS. No entanto, o arranque desta nova geração não tem sido perfeito e há um calcanhar de Aquiles que tem deixado a comunidade com os nervos em franja. Estamos a falar do ecrã LCD.

O painel original tem problemas graves de ghosting (aquele arrastamento fantasma na imagem) devido a um tempo de resposta que chega a ser 50% mais lento face ao da Switch antiga. Mas, parece que a Nintendo já está a mexer os cordões à bolsa para resolver isto com uma rasteira técnica nas fábricas.

Ou seja, cerca de um ano após o lançamento, começaram a surgir indícios de um novo painel LCD para a Switch 2 num site de revenda chinês. Os esquemas revelam que os circuitos expostos, os conectores e os cabos são significativamente diferentes do ecrã atual fabricado pela Innolux. O que, claro está, aponta para uma revisão profunda do hardware e não apenas para um pequeno ajuste na linha de montagem.

Na realidade, tudo indica que a Sharp vai assumir a produção deste novo ecrã. Uma boa notícia para as novas unidades. 

Portanto, a Nintendo já tinha tentado remendar os problemas de suporte HDR do lançamento através de atualizações de software. Mas, o tempo de resposta lento do vidro é uma limitação física do hardware. Não há atualização de sistema que o safe. Portanto, esta troca de fornecedor para a Sharp é a única forma real que a marca encontrou para esmagar o efeito.

A grande dor de cabeça para nós, consumidores. Está na forma como a Nintendo vai gerir esta transição. Isto porque ainda não se sabe se a versão antiga vai ser descontinuada de fininho ou se os dois modelos vão coexistir nas prateleiras das lojas durante uns tempos.

Por um lado, ver a Nintendo a reagir às críticas e a melhorar a qualidade visual da consola portátil é uma ótima notícia para quem ainda não deu o salto. Por outro lado, quem confiou na marca e comprou o aparelho logo no dia de lançamento fica com uma sensação amarga. Isto claro, por ter pago o preço total por um produto com um ecrã claramente inferior.

 

Fonte: Zero Zero

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