Resumo
As celebrações do Dia da Criança Africana em Maputo destacaram a importância do acesso à água potável, saneamento e higiene para o bem-estar das crianças, com apelos para investimentos em infraestruturas básicas. As crianças enfatizaram os desafios causados pela falta de água potável, pedindo mais poços e sistemas de abastecimento. A Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, reconheceu os desafios em Moçambique, salientando a necessidade de proteger continuamente as crianças. O evento incluiu a distribuição de material escolar e evocou os eventos de 1976 em Soweto, África do Sul. Além dos direitos fundamentais, foi destacada a importância dos deveres das crianças, como o respeito pelos outros e a preservação do meio ambiente. As celebrações terminaram com mensagens de esperança e apelos à colaboração de todos na construção de um futuro melhor para as crianças.
O evento, realizado na província de Maputo, foi dirigido pela Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, e contou com a presença do Governador da província de Maputo, Manuel Tulé, entre outras entidades.
“Sonhamos com um dia em que todas as crianças africanas possam beber Os apelos foram lancados durante a cerimónia assinalou igualmente o encerramento da água limpa, sem medo, lavar as mãos com sabão e viver num ambiente limpo e saudável”, afirmaram crianças da Escola Primária Completa Continuadores, numa mensagem alusiva à efeméride.
Na ocasião, as crianças sublinharam os desafios que enfrentam diariamente devido à falta de água potável.
“Sem água, muitas crianças adoecem, faltam à escola e não conseguem realizar os seus sonhos”, afirmaram, apelando às autoridades para reforçarem os investimentos em infra-estruturas básicas.
“Pedimos que invistam mais em poços, sistemas de abastecimento de água e casas de banho nas escolas e comunidades, sobretudo nas zonas mais afastadas”, acrescentaram.
Por sua vez, a Ministra Ivete Alane reconheceu que o acesso à água potável e ao saneamento continua a constituir um desafio para Moçambique.
“Actualmente, a taxa de cobertura de água no país situa-se em cerca de 62 por cento, enquanto o acesso ao saneamento ronda os 40 por cento, o que demonstra que ainda temos um longo caminho a percorrer”, afirmou.
A governante salientou ainda que a protecção da criança deve ser uma responsabilidade permanente da sociedade.
“Proteger a criança não é uma tarefa de um dia, mas sim uma responsabilidade contínua de todos nós”, disse, reiterando o compromisso do Governo em expandir o acesso à água através de programas estruturantes, como o ProÁguas 2026-2036, com enfoque nas escolas, unidades sanitárias e comunidades vulneráveis.
O evento ficou igualmente marcado pela entrega de material escolar, tendo sido distribuídas 600 pastas a crianças, numa iniciativa destinada a incentivar a permanência e o sucesso escolar.
As celebrações evocaram também os acontecimentos de 1976, em Soweto, África do Sul, onde centenas de crianças perderam a vida na luta pelo direito à educação, um marco histórico que continua a inspirar a defesa dos direitos da criança em África.
Para além dos direitos fundamentais, como o acesso à educação, saúde e alimentação, foi igualmente sublinhada a importância dos deveres das crianças, incluindo o respeito pelos outros, a frequência escolar e a preservação da água e do meio ambiente.
Quinzena da Criança e deu espaço para que os mais novos expressassem as suas preocupações e esperanças quanto ao futuro.
A cerimónia terminou com mensagens de esperança e incentivo, apelando às famílias, comunidades e autoridades para unirem esforços na construção de um futuro melhor para todas as crianças.
(AIM)
Laura Tembe/pc
Fonte: aimnews






