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Eni Afasta Riscos e Garante Produção da Coral Norte em 2028

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p style="margin-top: 0in;text-align: justify;background-image: initial;background-position: initial;background-size: initial;background-repeat: initial;background-attachment: initial">Plataforma flutuante de 7,2 mil milhões de dólares reforça posição de Moçambique no mercado global de GNL

A petrolífera italiana Eni garantiu que não existe qualquer risco de a plataforma flutuante Coral Norte falhar o início da produção de gás natural em 2028, afastando preocupações quanto ao calendário de execução do projecto. A garantia foi dada pela directora-geral da empresa, Marica Calabrese, sublinhando que o avanço significativo das obras e a replicação optimizada da Coral Sul sustentam a confiança da operadora.

Calendário sustentado por ganhos de eficiência

Respondendo a questões da imprensa internacional em Geoje, na Coreia do Sul, Marica Calabrese explicou que, apesar da aprovação formal do plano de desenvolvimento do reservatório Coral Norte ter ocorrido apenas em Abril de 2025, o projecto beneficiou de um trabalho preparatório substancial realizado antecipadamente. Esse avanço permitiu o lançamento do casco ao mar, um marco relevante no cronograma de construção da plataforma.

Segundo a responsável, o facto de a Coral Norte ser uma réplica melhorada da Coral Sul evitou a repetição de várias etapas preliminares, reduzindo significativamente o tempo necessário para a construção da unidade flutuante de produção, armazenamento e exportação de gás natural liquefeito (FLNG).

Investimento estratégico de grande escala

A Coral Norte representa um investimento avaliado em 7,2 mil milhões de dólares norte-americanos, consolidando-se como um dos maiores projectos energéticos actualmente em desenvolvimento em Moçambique. A sua entrada em operação em 2028 deverá reforçar de forma estrutural o perfil exportador do país no sector do GNL.

De acordo com estimativas avançadas pela operadora, a produção da Coral Norte poderá posicionar Moçambique como o 14.º maior produtor e exportador mundial de gás natural liquefeito e o terceiro maior em África, num contexto em que a procura global por gás continua a ser sustentada pela transição energética e pela diversificação das fontes de abastecimento.

Tecnologia de ponta em águas ultra-profundas

Tanto a Coral Norte como a Coral Sul distinguem-se por serem as únicas plataformas FLNG no mundo concebidas para operar em águas ultra-profundas, um factor que coloca Moçambique na linha da frente da inovação tecnológica no sector do gás offshore.

Esta característica confere ao projecto uma relevância adicional, não apenas do ponto de vista económico, mas também tecnológico e estratégico, reforçando a atracção de investimento e know-how internacional para a Bacia do Rovuma.

Trajectória da Eni em Moçambique

A Eni está presente em Moçambique desde 2006 e desempenhou um papel central na descoberta dos vastos recursos de gás natural da Bacia do Rovuma. Entre 2011 e 2014, a empresa perfurou 14 poços, identificando importantes reservas nos reservatórios Coral, Mamba Complex e Agulha, que sustentam os actuais e futuros projectos de GNL no país.

A garantia agora dada sobre a Coral Norte surge, assim, como um sinal de continuidade e confiança num dos pilares estruturantes da economia moçambicana para a próxima década.

Fonte: O Económico

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