Resumo
Numa das frentes, o incêndio está “80% dominado, em consolidação e vigilância, e 20% ativo, com intensidade moderada”, disse este domingo de manhã à Lusa o comandante regional de Emergência e Proteção Civil Simão Velez.
O responsável salientou que permanecem “alguns pontos com potencial para reativação forte”.
Quanto à segunda frente do incêndio, encontra-se já “100% em consolidação e vigilância”, acrescentou.
De acordo com a informação disponível na página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, estão envolvidos no combate às chamas 1.200 bombeiros, apoiados por 407 meios terrestres.
O incêndio de Vouzela, no distrito de Viseu, começou às 03:04 de quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra, tendo-se propagado depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, no mesmo distrito, e ao de Águeda, no distrito de Aveiro.
Mais de 1.300 operacionais combatiam às 05:00 deste domingo os dois principais incêndios no continente, com o de Vouzela (distrito de Viseu) a concentrar o maior número de meios, indica a Proteção Civil.
De acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), estavam no terreno a essa hora 1.352 operacionais e 450 meios terrestres nos dois incêndios significativos em curso.
O incêndio de Vouzela, distrito de Viseu - que deflagrou na quinta-feira em Tourelhe, freguesia de Cambra e se propagou depois aos concelhos de Oliveira de Frades e Tondela, também no distrito de Viseu, e ao de Águeda, distrito de Aveiro -, mobilizava 1.244 operacionais e 418 meios terrestres.
O incêndio de Vouzela continua o mais preocupante no país depois de ter queimado 13 mil hectares, pelo que agrega os meios de combate enviados pela Europa, disse no sábado o comandante nacional de Proteção Civil.
“O fogo de Vouzela continua o mais complexo”, reconheceu Mário Silvestre na conferência da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para balanço do dia.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou na sexta-feira que Portugal acionou o mecanismo europeu e os acordos bilaterais com Espanha e Marrocos para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios.
Já o incêndio florestal no concelho de Santo Tirso, distrito do Porto, era combatido por volta das 05:00 por 108 operacionais e 32 meios terrestres.
O alerta para o incêndio, que lavra na União das Freguesias de Carreira e Refojos de Riba de Ave, foi dado às 15:22, de acordo com a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, disse no sábado que o estado de alerta em Portugal deverá ser mantido na próxima semana, já que os próximos dias vão continuar a ser de muito calor.
“A próxima semana vai outra vez ser um período muito grave. Está em cima da mesa a manutenção do estado de alerta se as condições [de calor] se mantiverem”, afirmou Luís Neves na conferência de imprensa da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para balanço do dia.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) mantém este domingo sete distritos de Portugal continental sob aviso vermelho devido à onda de calor, menos seis do que no sábado.
Segundo o IPMA, o aviso vermelho, o mais grave numa escala de três, está hoje ativo - até às 23:00 - nos distritos Portalegre, Évora, Beja, Santarém, Lisboa, Setúbal e Castelo Branco.
Viana do Castelo, Porto, Braga, Coimbra, Aveiro, Leiria passaram a estar sob aviso laranja, o segundo nível mais grave.
Os distritos de Bragança, Viseu, Guarda, Faro e Vila Real continuam também hoje sob aviso laranja, devido à persistência de valores muito elevados de temperatura, quer da máxima, quer da mínima.
Na Madeira, também devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima, o IPMA mantém para hoje o aviso laranja nas regiões montanhosas, prolongando-o até às 18:00 de terça-feira, enquanto o resto da ilha da Madeira e o Porto Santo se encontram sob aviso amarelo, que se estende igualmente até às 18:00 de terça-feira.
O aviso vermelho surge numa altura em que Portugal continental atravessa num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius (ºC) e mínimas entre os 24ºC e os 28ºC.
O Governo declarou na quinta-feira situação de alerta em Portugal devido às altas temperaturas esperadas até segunda-feira, tendo emitido despachos de exceção para proibir a utilização de maquinaria em atividades agrícolas.
Na quarta-feira, a Direção-Geral da Saúde (DGS) divulgou recomendações aos municípios para protegerem as populações das temperaturas elevadas e ondas de calor, alegando o “papel de proximidade essencial” que desempenham na preparação e resposta a esses fenómenos.
Segundo a DGS, as autarquias devem garantir, em parceria com várias entidades, a sinalização de pessoas mais vulneráveis, mantendo atualizada essa listagem, assim como realizar contactos preventivos e promover, sempre que possível, visitas domiciliárias.
Já ao nível das medidas comunitárias, a direção-geral aconselha que sejam abertos locais de abrigo temporário (zonas de arrefecimento) e disponibilizada água potável, garantindo o bom funcionamento dos bebedouros públicos, assim como recomenda o prolongamento dos horários de bibliotecas, piscinas e equipamentos climatizados de proximidade.
Para os espaços públicos, é sugerido que sejam reforçadas as zonas de sombra, instaladas estruturas temporárias de sombreamento e arrefecimento, e adaptados os horários dos trabalhos municipais realizados no exterior.
Fonte: TVI







