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Gigante Panda opera apesar da ordem de encerramento

Resumo

A empresa Gigante Panda Segurança, encerrada em dezembro de 2023 por suspeitas de crimes como branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, continua a operar em Maputo e Beira, trocando de fardamento e sem escritórios fixos. O proprietário, Jiye Zhuo, um cidadão chinês procurado pela justiça, possui identificação moçambicana e estrangeira. Apesar da apreensão de armas em 2023, a empresa ainda as utiliza, levantando questões sobre a legalidade da sua operação e a origem das armas. Outras infraestruturas de Zhuo, como as bombas de combustíveis Thian Hai, também continuam a funcionar, apesar da interdição judicial. As autoridades enfrentam o desafio de explicar como a empresa suspendida pode operar normalmente e sob que autorização as armas estão em posse dos seus agentes.

A Gigante panda segurança, uma empresa antes licenciada para segurança privada, que foi encerrada pelas autoridades moçambicanas e as suas armas apreendidas, em meados de Dezembro de 2023, indiciada de branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo, entre outros crimes, afinal continua a operar nas cidades de Maputo e Beira.   

A empresa está sem escritórios nas duas cidades e já trocou três vezes de fardamento, desde que foi encerrada até este momento.

Lembre-se que em meados de 2024, depois de denuncias dando conta que a empresa estava a operar clandestinamente na Beira e em Maputo, o Ministério de Interior a apreendeu 22  armas de fogo usadas pela empresa na cidade no Chiveve, mas até hoje são desconhecidas as conclusões sobre o processo.

A Gigante Panda Segurança tem como proprietário Jiye Zhuo, um cidadão chinês indiciado por vários crimes, e procurado pela justiça. O mesmo possui um Bilhete de Identidade moçambicano que indica que é natural do distrito do Búzi, e ao mesmo tempo é portador de Documento de Identificação de Residente Estrangeiro — DIRE.

A investida da justiça contra empresas ligadas ao empresário ocorreu poucos meses depois de o então Presidente da República, Filipe Nyusi, ter denunciado a existência de bombas de combustíveis na província de Sofala que eram usadas para financiar o terrorismo em Cabo Delgado.

Entre essas infra-estruturas, encontram-se as bombas de combustíveis Thian Hai, também pertencentes a Jiye Zhuo, que continuam igualmente a operar, apesar da interdição judicial.

Perante a situação, acumulam-se questões que exigem esclarecimento urgente por parte das autoridades, para explicar, principalmente, como uma empresa suspensa por decisão judicial continua a operar normalmente no país.

Igualmente, as autoridades têm o desafio de esclarecer em que circunstâncias os agentes da empresa continuam a portar armas, apesar de estas terem sido apreendidas em 2023.

Importa ainda esclarecer se o armamento foi devolvido para a empresa ou se trata de novas armas adquiridas novamente para serviços de segurança, e a entidade que emitiu licença, autorizando a sua utilização.

Fonte: O País

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