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Moza Banco Reforça Solidez Financeira e Reduz Crédito em Incumprimento Para 3,94% em 2025

Resumo

O Moza Banco encerrou o exercício de 2025 com melhorias significativas nos indicadores operacionais, prudenciais e de risco, num contexto económico desafiante. O Resultado Bruto de Exploração cresceu 47,6%, atingindo 1.739 milhões de meticais. O crédito em incumprimento reduziu-se para 3,94%, refletindo o reforço das imparidades. O banco ganhou mais de 43 mil clientes, totalizando 305.571, e os recursos de clientes aumentaram 7,1%, para 53.782 milhões de meticais. A transformação digital é um pilar estratégico, com crescimento de utilizadores e transações nas plataformas digitais. Apesar dos progressos, o resultado líquido foi negativo devido a medidas extraordinárias.

O Moza Banco encerrou o exercício de 2025 com melhorias significativas nos principais indicadores operacionais, prudenciais e de risco, num contexto económico descrito pela instituição como desafiante e marcado pela contracção da actividade económica nacional.

Segundo informação divulgada pelo banco, a estratégia seguida ao longo do exercício centrou-se no reforço estrutural da posição financeira, melhoria da qualidade dos activos e adopção de critérios prudenciais mais rigorosos na gestão da carteira de crédito.

O desempenho operacional do banco manteve-se positivo, com o Resultado Bruto de Exploração a crescer 47,6%, passando de 1.178 milhões de meticais em 2024 para 1.739 milhões de meticais em 2025.

Crédito em Incumprimento Cai Para Menos de 4%

Um dos indicadores mais relevantes apresentados pelo banco refere-se à melhoria substancial da qualidade dos activos.

O rácio de crédito em incumprimento (NPL EBA) reduziu-se de 12,50% em 2024 para 3,94% no fecho de 2025, reflectindo o reforço das imparidades, a revisão prudencial da carteira de crédito e medidas de optimização do balanço.

Segundo o Moza Banco, em 2025 foi igualmente revista a política de regularização de activos de crédito no âmbito do Aviso n.º 16/BdM/2013 do Banco de Moçambique, adoptando critérios considerados mais prudentes e alinhados com a recuperabilidade efectiva das exposições.

A instituição refere que esta actualização incidiu sobretudo sobre operações históricas já integralmente provisionadas, sem impactos materiais sobre liquidez, actividade operacional ou rácios prudenciais.

Base de Clientes e Recursos Continuam a Crescer

Apesar do contexto económico adverso, o banco registou crescimento da sua base de clientes e dos recursos captados.

O Moza Banco incorporou mais de 43 mil novos clientes ao longo do exercício, elevando o total para 305.571 clientes, o equivalente a um crescimento homólogo de 16,5%.

Paralelamente, os recursos de clientes aumentaram 7,1%, correspondendo a um acréscimo de 3.586,6 milhões de meticais, fixando-se em 53.782 milhões de meticais.

O banco interpreta este desempenho como reflexo da confiança contínua dos clientes na instituição e da consolidação gradual da sua posição no sistema financeiro nacional.

Transformação Digital Mantém-se Como Pilar Estratégico

A instituição reportou igualmente avanços relevantes no domínio da digitalização.

Segundo o banco, o número de utilizadores activos das plataformas digitais cresceu 15,6%, enquanto o volume de transacções aumentou 26,3%, impulsionado pelos investimentos em modernização tecnológica e pelo lançamento de uma nova plataforma de Internet e Mobile Banking.

O Moza Banco considera que a transformação digital continuará a representar um dos pilares estratégicos da instituição, sustentando ganhos de eficiência operacional, melhoria da experiência do cliente e modernização do modelo de negócio.

Resultado Líquido Negativo Reflecte Medidas Extraordinárias

Apesar da evolução positiva dos indicadores operacionais, o resultado líquido do exercício foi negativo em 3.919,5 milhões de meticais.

Segundo o banco, este resultado reflecte essencialmente medidas extraordinárias e não recorrentes relacionadas com reforço da cobertura de risco, provisões e optimização prudencial do balanço.

A instituição sustenta que optou por utilizar a capacidade operacional gerada ao longo do exercício para acomodar impactos associados a exposições históricas e fortalecer estruturalmente a sua posição financeira.

O Presidente do Conselho de Administração do banco, Manuel Soares, afirmou que “2025 foi um ano de decisões responsáveis e estruturantes”, acrescentando que as medidas adoptadas permitiram posicionar a instituição “de forma mais robusta, resiliente e melhor preparada para crescer de forma sustentável”.

Solvabilidade e Liquidez Permanecem Acima dos Limites Regulamentares

Os rácios prudenciais do banco mantiveram-se acima dos níveis regulamentares exigidos pelo Banco de Moçambique.

O rácio de solvabilidade situou-se em 14,46%, enquanto o rácio de liquidez atingiu 47,29%, indicadores que, segundo o banco, demonstram capacidade de absorção de impactos extraordinários e robustez financeira.

A carteira de crédito registou uma redução de 29,4%, movimento que o banco associa a uma estratégia deliberada de optimização da carteira e adopção de critérios mais selectivos na concessão de financiamento.

Ainda assim, a instituição afirma ter mantido o compromisso com o financiamento da economia, concedendo novos créditos no montante de 1.920,6 milhões de meticais ao longo de 2025.

Fonte: O Económico

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