Resumo
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação adiou a segunda fase dos exames nacionais do secundário em quatro dias devido a problemas informáticos na classificação eletrónica das provas. A segunda fase, que deveria começar a 16 de julho, terá agora início a 20 de julho, prolongando-se até 24 de julho. O Ministério justificou que os atrasos no sistema poderiam comprometer a qualidade da classificação, optando por garantir mais tempo aos professores classificadores. O novo calendário será divulgado ainda hoje. Apesar das mudanças, o Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026 mantém-se, com candidaturas a iniciar a 20 de julho. O Ministério lamentou os possíveis transtornos causados pelas alterações.
A segunda fase, inicialmente prevista para arrancar a 16 de julho, terá agora início na tarde de 20 de julho e prolonga-se até 24 de julho.
Em comunicado a que a CNN Portugal teve acesso, o Ministério explica que os problemas registados no sistema de classificação eletrónica provocaram atrasos no cumprimento do calendário inicialmente definido, gerando uma “indesejável imprevisibilidade” num processo que considera “inovador e complexo”, mas também essencial para a modernização do sistema educativo.
Segundo o MECI, embora ainda fosse tecnicamente possível manter os prazos previstos, isso obrigaria a reduzir o tempo disponível para os professores classificadores concluírem o trabalho. O Ministério considera que essa pressão poderia colocar em causa a fiabilidade, o rigor e a qualidade da classificação das provas, aspetos dos quais afirma não abdicar.
Assim, a classificação dos exames decorrerá até 14 de julho, em vez de 10 de julho, enquanto a afixação das pautas passa de 14 para 17 de julho. O novo calendário da segunda fase dos exames será divulgado ainda durante esta sexta-feira pelo EduQA.
Apesar destas alterações, o calendário do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior de 2026 mantém-se inalterado, com o arranque das candidaturas marcado para 20 de julho. O Ministério lamentou ainda "eventuais transtornos que as alterações agora anunciadas possam provocar na vida dos alunos, das suas famílias, dos
professores classificadores e das escolas".
Fonte: TVI





