Por: Alfredo Júnior
O Governo de Moçambique anunciou que enfrenta um défice de 6,6 mil milhões de meticais no financiamento das acções de assistência às vítimas das inundações durante a presente época chuvosa 2025-26. A informação foi avançada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, no final da sessão do Executivo realizada em Maputo.
Segundo o porta-voz, o montante em falta insere-se num quadro em que o Governo estima serem necessários cerca de 14 mil milhões de meticais para garantir uma resposta adequada à situação, incluindo apoio alimentar, assistência médica, abrigo temporário e outras formas de socorro às populações afectadas pelas cheias. No entanto, apenas uma parte deste valor está actualmente assegurada no Orçamento do Estado, criando um desequilíbrio significativo na capacidade de resposta.
Impissa explicou que o défice agora anunciado representa uma revisão em baixa face a estimativas anteriores, que apontavam para um valor superior, depois de contabilizados alguns apoios já mobilizados junto de parceiros de cooperação e recursos internos. Ainda assim, reconheceu que o montante disponível continua insuficiente face à dimensão dos impactos provocados pelas chuvas intensas e pelas inundações registadas em várias regiões do país.
O Governo garante que continua a mobilizar meios nacionais e apoio externo para responder às necessidades mais urgentes das comunidades afectadas, nomeadamente nos centros de acomodação, na distribuição de alimentos, água potável e material de abrigo, bem como no reforço da assistência sanitária.
Dados preliminares indicam que a actual época chuvosa já provocou vítimas mortais, deslocações de populações e a destruição parcial ou total de milhares de habitações, afectando sobretudo as zonas mais vulneráveis das regiões centro e sul. Organizações da sociedade civil alertam para o agravamento da situação humanitária e defendem a mobilização urgente de mais recursos financeiros, bem como uma resposta articulada que combine a assistência imediata com medidas de protecção social e de redução da vulnerabilidade a médio e longo prazo.






