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Hardware vai morrer? PS6 pode ser a última consola da tua casa

Resumo

A próxima PlayStation 6 poderá ser a última consola com hardware físico, indicando uma mudança para o gaming em Cloud. A Sony confirmou que a PlayStation vai abandonar o formato físico, apontando para um futuro onde os jogadores terão acesso a uma PlayStation virtual na nuvem através de subscrição. Esta transição traz vantagens como evitar custos elevados de atualização de hardware, permitindo atualizações mais rápidas e melhorias gráficas contínuas. No entanto, os jogadores perderão a propriedade dos jogos e consolas, ficando dependentes de subscrições mensais para aceder à biblioteca digital. A tendência indica que as consolas físicas estão a caminhar para o fim, com a questão a ser não "se" mas "quando" será o adeus definitivo a estes dispositivos.

Se andas atento ao mercado, sabes perfeitamente que as marcas andam a tentar empurrar-nos para o digital há anos. Sem muito sucesso na verdade, mas… Isso pode estar prestes a mudar. Mas, de facto, tudo aponta para que a próxima PlayStation 6 venha a ser a última consola com hardware físico, daquelas que compramos na loja para meter debaixo da televisão. Aliás, até essa consola já vai chegar ao mercado sem leitor Blu-Ray.

Caso não saibas, a própria PlayStation já confirmou que vai deixar o formato físico de lado. O que obviamente nos leva ao ponto deste artigo. O futuro do gaming tem um nome bem claro, e chama-se Cloud.

Até o estado atual do mercado aponta para isso. As consolas, mesmo as que já estão em fim de ciclo de vida, andam a encarecer. E ao que tudo indica, a nova geração vai tocar nos 1000€. Como deves imaginar, o volume de vendas nos 1000€ não vai ser o mesmo, e como tal, é preciso ir à procura de alternativas que façam sentido.

Portanto, a tendência do mercado é que o conceito de termos um “calhau” de plástico e silício na sala desapareça por completo. Em vez disso, vais passar a pagar uma subscrição direta à Sony (ou a outra entidade) para teres acesso a uma PlayStation virtual na nuvem. A tua conta mantém-se, os jogos que vais comprando ficam guardados no teu perfil digital, mas o processamento gráfico deixa de ser feito na tua casa.

No papel, esta mudança traz algumas vantagens que são difíceis de ignorar. A primeira, e mais óbvia, é que escusas de abrir os cordões à bolsa a cada sete ou oito anos para comprar uma máquina nova que agora anda à volta dos 1000€. Aliás, o próprio conceito de “geração de consolas” deixa de fazer sentido. Os gráficos vão simplesmente evoluindo de forma gradual e contínua nos servidores centrrais da marca.

Aliás, hoje em dia, os estúdios de desenvolvimento passam uma geração inteira amarrados às limitações físicas do hardware que foi lançado anos antes. Por sua vez, na cloud, a Sony pode simplesmente atualizar os servidores e dar saltos de desempenho e qualidade visual muito mais rápidos, sem que o utilizador precise de mexer num único dedo em casa.

Claro que nem tudo são rosas e os contras desta transição são uma autêntica pancada na nossa liberdade como jogadores e consumidores. O primeiro grande problema é que deixas de ser verdadeiramente dono dos teus jogos e da tua consola. Ficas totalmente dependente de uma subscrição mensal para conseguires aceder ao portal da PlayStation. Se deixares de pagar, a tua biblioteca digital fica trancada a sete chaves.

Mas, isto também tem vantagens. Por exemplo, a minha consola anda a apanhar pó há várias semanas porque pura e simplesmente não tenho tempo. Podia deixar de pagar a minha subscrição durante algum tempo, e quando quisesse, era simples… Era reativar.

No fim do dia, a questão aqui já não é “se” as consolas físicas vão morrer, mas sim “quando” é que vamos ser obrigados a dizer-lhes o adeus definitivo.

 

Fonte: Zero Zero

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