Resumo
Hospitais do SNS enfrentarão penalizações financeiras se não mantiverem serviços de urgência permanentemente em funcionamento, de acordo com negociações entre a DE-SNS e as ULS para os contratos-programa de 2026. O novo modelo prevê financiamento dividido entre componente fixa e variável, sendo esta última sujeita a cortes em caso de encerramentos, com redução progressiva do financiamento conforme o tempo de encerramento. As normas abrangem urgências gerais e pediátricas, incluindo a contabilização da indisponibilidade das VMER como encerramento parcial. Administradores hospitalares apoiam a medida, mas alertam para a necessidade de autonomia na contratação de profissionais e garantia de condições para assegurar o funcionamento contínuo das urgências.
O novo modelo pretende incentivar a continuidade do funcionamento das urgências e reforçar a responsabilização das unidades de saúde. Para isso, o financiamento da disponibilidade destes serviços passará a estar dividido entre uma componente fixa, correspondente a 75%, e uma componente variável, de 25%, sendo esta última a que ficará sujeita a cortes em caso de encerramentos.
Segundo as regras propostas, as urgências que permaneçam sempre abertas receberão a totalidade da componente variável. No entanto, se acumularem até 12 horas de encerramento num mês, perderão parte desse valor, recebendo apenas 70%. O financiamento diminui progressivamente consoante o tempo de encerramento, podendo ser totalmente retirado quando a interrupção do serviço ultrapassar as 72 horas.
As novas normas abrangem as urgências gerais — polivalentes, médico-cirúrgicas e básicas —, bem como as urgências pediátricas. Além disso, a indisponibilidade das viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) será igualmente contabilizada como um encerramento parcial imputável à unidade de saúde.
A medida é vista de forma positiva em termos de princípio, mas os administradores hospitalares alertam que a sua aplicação só fará sentido se os hospitais dispuserem de autonomia para contratar os profissionais necessários e tiverem garantidas as condições para assegurar o funcionamento permanente das urgências.
Fonte: TVI






