A paciência da administração da Microsoft com a divisão de gaming parece ter chegado oficialmente ao fim. Assim, depois de uma semana marcada por declarações bombásticas sobre reestruturações e possíveis parcerias externas, o próprio CEO da casa-mãe, Satya Nadella, veio a público colocar os pontos nos i’s.
Numa entrevista recente, o líder da tecnológica foi direto ao assunto e afirmou que ninguém pode acusar a Microsoft de não ter investido na Xbox ao longo do último quarto de século. Mas, todos os investimentos precisam de ter um retorno. Por isso, chegou a hora de a marca se sustentar sozinha e rentabilizar a sério os seus conteúdos.
Curiosamente, Nadella chegou mesmo a lançar uma farpa dolorosa. Ironizando com o facto de o YouTube conseguir, atualmente, fazer mais dinheiro a monetizar os jogos da Xbox do que a própria Microsoft.

As declarações do CEO deixam claro que a nova líder da Xbox, Asha Sharma, tem uma batata quente em mãos para os próximos 100 dias.
A estratégia passa por desenhar um modelo de negócio radicalmente diferente, que seja economicamente viável tanto no hardware como na edição de jogos.
Assim, a Microsoft quer que a equipa defina uma plataforma unificada que consiga fundir a consola, o PC, o mercado móvel e a nuvem debaixo do mesmo teto. Deixando de lado o modelo tradicional que dependia fortemente de subsidiar o preço das consolas para tentar recuperar o investimento mais tarde.
Para piorar o cenário, Nadella reconheceu que a crise no fornecimento de semicondutores e o aumento brutal no preço das memórias RAM estão a castigar severamente os custos de produção das consolas Xbox. Isto tal e qual como acontece no mercado dos computadores e telemóveis.
Assim, embora o executivo encare esta escassez como algo temporário, o verdadeiro desafio será encontrar a identidade da Xbox a longo prazo. Algo em que o projeto da próxima consola (Helix), focada em correr jogos de PC, terá um papel fundamental.
Ninguém sabe muito bem o que pode acontecer. A próxima geração vai ser muito importante para a Microsoft. O dinheiro infinito que aguentou tudo e mais alguma coisa dentro do ecossistema acabou. Agora é de facto preciso fazer algo em grande.
O quê? Sei lá. Diz-me tu o que a Microsoft pode fazer para ganhar popularidade no mercado.
Fonte: Zero Zero
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